AVELAR | Paty do Alferes

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Quando ainda pertencia à Vassouras, o território começou a se desenvolver em ritmo acelerado no século XVIII a partir da ocupação de terras da sesmaria de Pau Grande.



Na época, a região apenas servia de passagem entre o porto do Rio de Janeiro e as ricas Minas Gerais, com grandes florestas virgens e com índios coroados que por elas perambulavam. A sesmaria de Pau Grande (no atual distrito de Avelar) era uma roça que principiava a ser desbravada em plena selva. Muitos sesmeiros logo se agruparam em torno deste primeiro núcleo.



Destacada foi por muito tempo a posição de Vassouras como núcleo da aristocracia rural fluminense. A Fazenda Pau Grande  foi as maiores propriedades agrícolas do Município, tornando-se famosa pelo volume da produção cafeeira. A falta de braços para a lavoura de café, decorrente da abolição da #escravatura, em 1888, ocasionou o abandono das terras.

Casa-Sede Fazenda Pau Grande - Foto: Reprodução da internet

O café, fator preponderante do progresso de Vassouras, teve sua cultura abandonada, estando atualmente quase eliminada. Cedo, porém, verificou-se a reação contra os fatores negativos, passando o Município a cuidar de pequenas lavouras, principalmente das de hortaliças e cereais, desenvolvendo a pecuária e a indústria.



A Fazenda Pau Grande é uma propriedade rural construída no século XVIII com função original de engenho de cana de açúcar. O edifício principal foi erguido sobre pequena elevação, tendo à sua frente uma área ajardinada com canteiros e chafariz central, seguida de um extenso terreno em nível inferior, onde outrora se situava o grande terreiro de café. Três escadarias de pedra conduzem ao jardim suspenso e à entrada da sede principal. Nos fundos, uma encosta arborizada tangencia toda a construção e seus arredores, sendo o terreno à esquerda constituído pelo antigo engenho.

Estação Ferroviária de Avelar - Foto: Reprodução da internet

Em 1797 José Rodrigues da Cruz e Antonio dos Santos vendem uma terça parte da fazenda Pau Grande ao sobrinho Luis Gomes Ribeiro. A família Ribeiro de Avellar detém os outros dois terços. Em 1898, Joaquim Ribeiro Velho de Avellar cedeu terras para a passagem da ferrovia, que teve no mesmo ano inaugurada a Estação Avelar, em homenagem ao proprietário das terras.



Em 1943, pelo decreto-lei estadual de nº 1056, é criado o distrito, de Avelar (proveniente da famíilia proprietparia das terras da Fazenda Pau Grande) e anexado ao município de Vassouras. Em 1987 os distritos de Avelar e Paty do Alferes são desmembados de Vassouras e formam o novo município com denominação de Paty do Alferes.

Palntações de tomate - Foto: Reprodução da internet

Paty do Alferes manteve uma grande produção agrícola, tendo sido considerada, no seculo passado, o maior produtor de tomate do estado do Rio de Janeiro e o terceiro do Brasil. Em 1979, Paty do Alferes originou a Festa do Tomate, uma consagração da produção agrícola local ocorre anualmente na semana do feriado de Corpus Christi com a realização da Festa do Tomate no distrito de Avelar. Trata-se-se de uma semana técnica promovida por técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio de Janeiro (EMATER-RIO) e da CEASA-RJ no Mercado Produtor.



O objetivo inicial era apenas o realizar um encontro de aprimoramento técnico dos produtores rurais de Paty do Alferes com eventos paralelos de entretenimento.

O Rio de Janeiro tem três polos produtores: os arredores de Paty (Região Sul), de Sumidouro (Região Serrana) e de São José de Ubá (Noroeste Fluminense). Em Sumidouro, a colheita acontece na primeira metade do ano, quando o clima da Região Serrana ainda não é frio o suficiente para impossibilitar o crescimento do tomate. Em São José de Ubá, dá-se o contrário: o tomate é colhido no segundo semestre, período em que o calor do Noroeste Fluminense, atenuado pelo inverno, possibilita o plantio.



Foto: Reprodução da internet

Embora menor em área plantada (são 383 hectares), Paty é dona da maior produção, cerca de oito milhões de pés. Segundo estimativas da Emater-Rio (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, subordinada ao governo do estado).



A razão do sucesso é simples: das três regiões, Paty é a única com clima perfeito para o plantio. Produz duas safras por ano. Não é nem tão quente, nem tão frio. Sensível e trabalhoso, o tomate leva meio ano para ficar pronto. Os primeiros três meses são dedicados ao plantio; os últimos três, à colheita. Apoiada em bambus, a planta pode chegar a dois metros de altura. O fruto é retirado de baixo para cima, em etapas, à medida que amadurece.

Foto: Reprodução da internet

Em Paty, o grosso da produção de tomate é do tipo caqui — graúdo e um pouco mais ácido, muito usado em saladas. Originário da América Central, o tomate começou a ser cultivado em 500a.C. pelos astecas do Sul do México, em Paty do Alferes, o tomate desembarcou com a imigração japonesa e italiana, no começo do século XX.



A região, que antes havia sido um polo cafeeiro, voltou então a um período ascendente. Em 1981, passou a organizar a Festa do Tomate — uma celebração anual com shows de música pop e sertaneja, onde se premia o melhor tomate do ano. No ano da emancipação de Paty do Alferes, 1987, a Festa do Tomate passou para a administração municipal. Desde então, passaram a ser contratados artistas de renome para apresentação nos eventos.

Foto: Reprodução da internet

Com a inauguração do Parque de Exposição Amaury Monteiro Pullig no distrito de Avelar, em 1995, a Festa do Tomate tornou-se a maior do gênero no estado do Rio de Janeiro.



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