Rotas Fluminenses: RJ-155 Rodovia Engenheiro Francisco Saturnino Braga

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Com 77 quilômetros de extensão, esta rodovia é de suma importância para toda a região Sul Fluminense, haja vista ser a principal ligação de Volta Redonda e Barra Mansa com Angra dos Reis e Paraty, sendo a principal via de acesso ao município de Rio Claro.



A rodovia estadual estabelece a ligação com povoados do interior do município de Rio Claro, cortando a serra do Capivari, onde há 3 túneis.




Trechos da Rodovia:


  • Rodovia Engenheiro Francisco Saturnino Braga

Da BR-101 Rio-Santos em Jurumirim ao entroncamento com a RJ-139 Rodovia Presidente Washington Luiz no ditrito rioclarence de Getulândia.
  • Rodovia Presidente Getúlio Vargas
Do entroncamento com a RJ-139 Rodovia Presidente Washington Luiz no ditrito rioclarence de Getulândia à rótula de acesso à BR-116 Rodovia Presidente Dutra em Barra Mansa.


Em épocas de chuva constante é comum haver queda de barreiras na RJ-155, em Angra dos Reis - Foto: Defesa Civil

A rodovia é mais conhecida pelo primeiro nome, o qual foi dado em homenagem a um presidente do antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), atual Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), entre 1945 e 1950.




Extensão quilométrica por município:

Angra dos Reis: 18,1km
Rio Claro:46,9km
Barra Mansa: 12,2km




A RJ-155 era até 1928, o único caminho terrestre de acesso ao litoral sul-fluminense, quando, naquele ano, foi inaugurado o trecho entre Barra Mansa e Angra dos Reis da Linha Tronco da Rede Mineira de Viação.


O Trem da Mata Atlântica - Foto: Eliezer Magliano
No fim dos anos 1930, durante a execução dos planos de viação implementados pelo governador Ernâni do Amaral Peixoto, foi decidida a modernização da estrada e seu calçamento, o que só viria ocorrer na década seguinte, tendo as obras terminados em meados de 1944.

A rodovia foi inicialmente construída sobre o leito do antigo caminho colônia. Neste trajeto existem três túneis escavados na rocha, construídos nas décadas de 20/30 do século passado.

Assim, como a estrada, os túneis estão perigosos e traiçoeiros: todos possuem calçamento em paralelepípedos e todos pingam muita água do teto, deixando o piso extremamente escorregadio. Nenhum dos três possui iluminação em seu interior e, para agravar, o 2º túnel é em curva de 90 graus. 


Limite de municípios. Acesso ao túnel em direção à Angra dos Reis - Foto: Reprodução da internet

Até a inauguração da Rodovia Rio-Santos, no início dos anos 1970, foi o único acesso rodoviário entre Angra dos Reis com o restante do estado, sendo numerada, até a década de 1990, pelo Departamento de Estradas de Rodagem fluminense como RJ-16, tendo parte de seu leito inicial, entre as localidades de Ariró e Belém, sido aproveitada pela BR-101 quando de sua construção, trecho este que possui, aproximadamente quinze quilômetros. 




Outro trecho foi transformado em uma avenida municipal, ainda conhecida por "Estrada Angra-Getulândia", que liga a região do bairro Japuíba ao Centro da cidade, sendo a principal via pra quem vai do centro da cidade para o Aeroporto de Angra dos Reis. 




Linha do tempo


Por volta de 1725, habitavam na Ilha Grande uma grande quantidade de corsários que assaltavam as embarcações que por ali passavam, o que quase sempre representava prejuízos à Coroa Portuguesa.
Com o objetivo de encurtar a viagem exaustiva e perigosa que era feita por mar de Paraty ao porto do Rio, iniciou-se a construção do "Caminho Novo".




A estrada mandada construir pelo El-Rei de Portugal, fazia a ligação por terra entre São Paulo e o interior da Minas Gerais, ligando estas regiões ao Rio de Janeiro, evitando assim o percurso marítimo antigo, via entreposto de Angra dos Reis e Paraty, acossado por piratas e corsários ávidos pelo ouro e diamantes. Esta via possuía uma ligação direta com Angra dos Reis, através de Lídice e Rio Claro, impulsionando assim a prosperidade da região.



A construção do "Caminho Novo" ou "Caminho de São Paulo" em direção às Minas Gerais foi iniciada em 1728 e só terminou quase trinta anos depois, em 1754.




Podemos atribuir o enriquecimento da povoação de Angra dos Reis na primeira metade do século XVIII à mudança na rede de comunicação regional, associada ao contrabando de ouro. A boa fortuna da povoação está expressa na construção do imponente Convento de S.Bernardino de Sena, iniciado em 1753 e concluído dez anos depois.

O nódulo central das vias de acesso às Minas Gerais continuou sendo Guaratinguetá, porém o ‘Caminho Novo’ descia a Serra do Mar em outro lugar, buscando eliminar o trecho marítimo via Paraty, e permitindo que a ligação com o Rio de Janeiro se fizesse somente por terra.  

Uma "frente pioneira" de ocupação e de desmatamento para o cultivo acompanhou a construção da estrada, porém o domínio das grandes propriedades (sesmarias) e o pouco valor dos produtos agrícolas restringiram uma verdadeira expansão do povoamento.




A povoação de São João Marcos no alto vale do rio Piraí surgiu em 1733, precisamente em função da "penetração” do caminho novo, que corria paralelo ao litoral, ao norte do atual município de Angra dos Reis, atrás da escarpa de Serra que o limita.



O "Caminho Novo" foi a principal via de circulação entre São Paulo e Rio de Janeiro até meados do século XIX. Foi esse o caminho percorrido por Pedro I, depois da declaração da Independência, em 1822.

Na região do Médio Paraíba a produção de açúcar teve certa importância durante esse período. Os colonos com menos posses produziam aguardente. Os produtos eram comercializados na própria fazenda através de pequenas vendas (barracões) junto aos ranchos ou enviados para o Rio de Janeiro e Minas Gerais.




Para Angra dos Reis, no entanto, o "Caminho Novo" descortinou novas possibilidades de sobrevivência. À medida que a estrada avançou, outros caminhos foram abertos, ligando o litoral à nova estrada. Em Angra, a via principal de acesso ao "caminho novo" foi através do vale do Ariró-Jurumim. Rumando em direção à S.João Marcos, a estrada, que atravessava a Serra do Mar, foi muito utilizada como rota terrestre para o contrabando do ouro.


Trem de carga, vendo-se homens transportando bananas em Rio Claro em 1958 - Foto: Acervo Antonio T. Guerra
A antiga povoação de Rio Claro pertencia ao primitivo território de São João Marcos. Ao contrário do passado, o sentido da nova frente de colonização não foi a partir de Angra e sim do vale do Piraí. Antigo ponto de registro do ouro (1733), Rio Claro se localizava na confluência da "estrada de barro" do Ariró com um dos rios formadores do Piraí.




A povoação se tornou freguesia em 1839, e vila em 1848, graças ao intenso tráfico de mercadorias pelo alto Piraí, por onde descia a produção de Minas, e até mesmo de Goiás, para o porto de Angra. No final do século XIX, já em plena decadência do café no vale do Piraí, os papeis já estavam invertidos, S.João Marcos (ou S.João do Príncipe) se subordinando a Rio Claro (1891).


Rio Ariró em Angra dos Reis - Foto: Larissa Castro

Pelo vale do Ariró passava a "estrada de barro", à margem da qual surgiu, na primeira metade do século XIX, Santo Antonio do Capivari (hoje Lídice), no caminho em direção à São João Marcos. Passavam também pelo vale as estradas do Caramujo (em direção à Bananal), e a "estrada João de Oliveira", que desembocava na foz do rio Jurumim. O vale do rio Bracuí era outro caminho que subia a serra em direção à Bananal.


RJ-155 Rodovia Engº. Francisco Saturnino Braga no vale do Rio Jurumirim vista da Serra D'Água - Foto: Willy Kaemena

Pelo vale do Mambucaba uma trilha articulada à navegação fluvial no baixo Mambucaba, atravessava a Serra da Bocaina em direção a Areias. Em função dessa rede de trilhas, caminhos e estradas, o porto de Angra dos Reis se tornou o escoadouro dos cafeicultores do sul de Minas, Barra Mansa, e, mais modestamente, de Resende.


Carta corographica da província do Rio de Janeiro em 1839 - Ilustração: Reprodução da internet

Era o segundo maior porto do Brasil Meridional, em meados do século XIX. Não só escoava o café oriundo do vale do Paraíba e dos pequenos vales do litoral angrense, como se tornou um dos grandes receptadores da mão de obra escrava procedente da África e de outras regiões do Brasil, já num período de ilegalidade do tráfico negreiro (o tráfico transatlântico de escravos foi proibido na primeira metade do século XIX por imposição da Inglaterra).




No apogeu da cultura do café, a região de Angra dos Reis (compreendendo o litoral e a área interiorana até o vale do Paraíba) produzia entre 5 e 10% do total da produção de café na província do Rio de Janeiro.


Conjunto Arquitetônico de São João Marcos. Estrada: Rio Claro x Mangaratiba (RJ-149) - Foto: Reprodção da internet

Por essa época, o porto de Mangaratiba já concorria com o de Angra: um dos mais poderosos cafeicultores de São João Marcos (e do Brasil), que acumulou capital, quando jovem, como traficante de escravos em Angra dos Reis, Joaquim José de Souza Breves (o "rei do café") lá construiu um porto de embarque de café, e outro de desembarque de escravos na Restinga da Marambaia, com isso canalizando uma grande parte da produção regional. Assinala-se que Joaquim Breves foi proprietário de terras em toda a região sul do atual estado do Rio de Janeiro, inclusive na planície do Bracuí.


Ruínas do Engenho do Bracuhy - Angra dos Reis - Foto: Reprodução da internet
Pertencia, originalmente, a esse fazendeiro, a propriedade onde foi implantado o Engenho de Bracuí, cujas ruínas ainda podem ser visitadas hoje. Na primeira metade do século XIX, além dos portos de Angra dos Reis, Paraty, e Mangaratiba, desenvolveram-se pequenos portos em Jurumim, Ariró, Itanema, Frade, Mambucaba e Abraão. No inicio do século, Mambucaba se tornou Paróquia (1809), depois Freguesia (1811). Nesse momento dominava a produção de cana de açúcar (para a indústria de aguardente), café, arroz, mel, e outros gêneros alimentícios.




O ponto máximo de progresso atingido por Mambucaba foi, provavelmente, depois de 1830, quando a expansão do café em Areias e Bananal alimentou o contrabando de escravos, tornando seu porto o segundo em ordem de importância na região, depois de Angra.


BR-101 Rodovia Rio-Santos na altura do acesso à Ariró - Foto: Marcio Medeiros


1º trecho da RJ-155: 
Rodovia Engº. Saturnino Braga:

A rodovia tem início no bairro do Jurumirim, localizado no entroncamento com a BR-101 Rodovia Rio-Santos nas proximidades à Ilha da Barra.




Em 7,5km, alcança-se o bairro da Serra D'Água, estabelecido em uma altitude que varia entre 50m e 100m, conforme se percorre em direção à Rio Claro. No local, está o acesso à localidade do Zungu.

Passada a pequena civilização de Serra D'Água, atravessamos a Serra do Capivari em sua sequência de aclives e declives suaves com leves curvas em meio à vegetação.


Posto de Policiamento do BPRv no acesso à localidade do Zungu - Foto: Reprodução da internet

Ainda dentro do bairro Serra D'Água, 10,7km a frente, está a localidade de Águas Lindas. Nesse trecho da rodovia, estão localizadas as maiores sequências de curvas sinuosas e as maiores altitudes percorridas. A maior altitude está situada entre o 2º e o 3º túnel da rodovia, calculada em 615 metros.



Vista de Angra dos Reis na saída do segundo Túnel


















Em meio à Mata Atlântica, passamos também pelos bairros de Águas Lindas, onde passa o Riacho com o mesmo nome e o acesso ao Alto da Serra após a Riacho Vilela, onde podemos apreciar a vista. Após a Capela de São Francisco de Assis, começamos a descer e logo passamos por uma sequência de três túneis, todos abertos entre as décadas de 20 e 30.


1º Túnel da RJ-155 na localidade de Águas Lindas - Foto: Reprodução da internet

Assim como a estrada, os túneis são perigosos e traiçoeiros: todos possuem calçamento em paralelepípedos e todos pingam muita água do teto, deixando o piso extremamente escorregadio. Nenhum dos três possui iluminação em seu interior, e, para agravar, o 2º túnel é em curva de 90 graus.




O 1º túnel passou por obras de contenção nas suas extremidades, o que descaracterizou a entrada na rocha.

Na saída do 2º túnel tem-se uma belíssima vista da baía de Angra dos Reis e algumas de suas ilhas.


Túnel da RJ-155 Rodovia Saturnino Braga - Foto: Fábio Guimas

O 3º túnel é uma nascente generosa: do seu interior não apenas pinga água do teto e das paredes, mas jorra água das fendas na rocha, formando um belo riacho em sua lateral, junto à pista.

Após a travessia do terceiro túnel, alcança-se o município de Rio Claro, na localidade do Alto da Serra, iniciando então o trecho de descida junto a uma das nascentes do Rio Piraí. 



A primeira área urbana de Rio Claro está há 2,5km do túnel. No local estão os acessos às fazendas Santa Amélia e São Sebastião. Até alcançar o perímetro urbano do distrito de Lídice, a rodovia segue margeada por grandes propriedades de fazendas.

Já na área central de Lídice, a rodovia atravessa o Rio das Pedras, um dos afluentes do Rio Piraí. Após a travessia da ponte sobre esse rio, está o 7º Posto do BPRv, localizado no km 25 da RJ-155.


O policiamento ostensivo da cidade está a cargo do 28º BPM/4ª Cia, que ainda faz a guarda do fórum municipal e controla os Destacamentos de Policiamento Ostensivo de Fazenda da Grama, Getulândia, Lídice e Passa Três.
A RJ-155, na altura do distrito de Lídice, também possui um Posto de Polícia Rodoviária, subordinado ao Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), com responsabilidade, ainda, de patrulhamento nas rodovias estaduais RJ-139, RJ-145 (parte), RJ-149 e RJ-165.

Compete ao BPRv (Batalhão de Polícia Rodoviária) executar o Policiamento Ostensivo de Trânsito Rodoviário no Estado do Rio de Janeiro, nas rodovias sob jurisdição do DER-RJ.




Este policiamento é realizado através dos Postos de Policiamento Rodoviário (PPRv) localizados em pontos estratégicos das rodovias. A estrutura do Batalhão é dividida em 4 Companhias de Policiamento conforme descritas a seguir :





O território do atual distrito de Lídice foi demarcado em 1982, onde, através dos decretos estaduais nº 1, e nº 1-A, daquele ano, foi criado o distrito de Santo Antônio do Capivari e anexado à vila de Rio Claro.

Pelo decreto estadual nº 635, de 14 de dezembro de 1938 o distrito de Santo Antônio do Capivari passou a denominar-se Parado, em referência ao rio que percorre o distrito.


Vale do Rio Piraí no distrito de Lídice - Rio Claro / RJ - Foto: Jéssica de Amorim

Pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Parado passou a denominar-se Lídice.

Situado nos arredores do quilômetro 25 da rodovia (após a reforma, a rodovia teve sua quilometragem recontada; anteriormente era o km 50) e da ferrovia que liga Angra dos Reis ao sul do estado de Minas Gerais (da qual era uma das estações), recebeu esse nome em 1944 em homenagem à vila tcheca que durante a Segunda Guerra Mundial foi vítima de um massacre de toda sua população pelos nazistas.




Os moradores da Lídice original, na República Tcheca, eram suspeitos de abrigar os assassinos de um general de Hitler, comandante SS Reinhard Heydrich, morto num atentado em Praga em 1942.




O líder nazista, entre outros atos de vingança contra a população civil tcheca, mandou fuzilar todos os homens da cidade maiores de 15 anos, encaminhou as mulheres para o campo de concentração de Ravensbruck e as crianças para reformatórios. Não contente, mudou o curso do rio e aterrou a cidade, que sumiu do mapa.


Monumento à Fênix - Praça Padre Ezequiel - Lídice

Os países aliados então decidiram homenagear as vítimas, dando o nome de Lídice a uma cidade. A brasileira - antiga Santo Antônio do Capivari, a cerca de 40 quilômetros de Angra dos Reis - abriga sinais dessa história, como a estátua de uma Fênix (a mitológica ave que renasce das cinzas) na praça central. No seu Centro Cultural há marionetes tradicionais da República Tcheca, quadros e exposições sobre o país do leste Europeu.

Nas proximidades da Praça Central do distrito, está o acesso à RC-09 Estrada da Itaoca, via que faz a ligação com o bairro da Itaoca. Em instantes, a rodovia cruza a ponte sobre o Rio Parado.


RJ-155  Rodovia Engenheiro Francisco Saturnino Braga - Foto; Thiago Pereira

No quilômetro 27, o perímetro urbano volta a dar lugar à vegetação e a predominância de grandes fazendas. Nesse ponto,o Rio Piraí tem seu curso às margens da rodovia, se afastando em alguns pontos e retornando novamente à via marginal.




No quilômetro 27, a rodovia atravessa a ponte sobre o Rio Passa Quatro. Até a localidade da Xarapa, a rodovia segue pelo vale do Rio Piraí circundando o relevo localizado à margem direita. No bairro da Xarapa está a estrada de acesso à Pequena Central Hidrelétrica do Rio do Braço.
Há alguns quilômetros em aclive, muitas curvas sinuosas onde as placas advertem o alto índice de acidentes no local. Em uma das curvas, existe uma ponte estreita sobre o Rio das Canoas.


Cascata do Rio Piraí no município de Rio Claro - Foto: Marcelo Corrêa

No Km 38 passa sobre o Córrego Cascata, onde também é possível ver a sua foz no Rio Piraí, onde o local é utilizado como atração turística.

Passando pelo Bairro Graminhas, inicia-se o perímetro urbano, com a presença de algumas residências e pouco comércio, deste ponto até a ponte sobre o Rio Piraí, predomina a vegetação, a hidrografia e do relevo às margens da rodovia.


Obras de contenção de encostas na RJ-155 - Foto: Reprodução da internet
Ao penetrar no distrito sede, a rodovia segue lado-a-lado com a ferrovia da Rede Mineira de viação. No quilômetro 42,5 atravessa novamente o Rio Piraí.

No quilômetro 43, encontra-se um dos acessos ao Centro de Rio Claro, a Rua Antonio Grijó Filho percorre o Vale das Bênçãos e da Estação, servindo ainda de acesso ao Parque de Exposições.




No quilômetro 45 está a intersecção com a RJ-149 Estrada de São João Marcos e o Terminal Rodoviário de Rio Claro.




Rio Claro é uma linda e bucólica cidade, visitada por turistas que buscam atrativos naturais e esportes ecológicos. Os locais mais procurados são a Pedra do Bispo, a Pedra do Rastro e a Gruta, no centro da cidade, que despertam várias lendas no imaginário popular.

Serras, de grande beleza, cachoeiras e trilhas fazem parte dessa variada fauna e flora da Mata Atlântica, entrecortada por imensos vales e límpidos rios que encantam os visitantes.


Trilha da Independência - Foto: Reprodução da internet
Nos finais de semana, os turistas locais e das redondezas aproveitam para nadar nos rios, praticar rafting ou se refrescar nas cachoeiras.




Outra atração local é a Trilha da Independência – construída por escravos, toda em pedra (em 1728) para encurtar a passagem para o mar do ouro que vinha da região aurífera de Minas Gerais para o porto de Angra dos Reis, de onde partia para a Europa. Em 1822, D. Pedro I utilizou este caminho quando foi para São Paulo proclamar a Independência.


Mirante Imperial - Vista de Mangaratiba. Vale do Rio do Saco. - Foto: Reprodução da internet
Ao lado oposto à RJ-149 Estrada de São João Marcos, está localizado o principal acesso ao Centro do município de Rio Claro. O acesso é realizado pela Rua Vicente Panaíno.
Após a rotatória, de acesso à sede rioclarense, a rodovia atravessa a ponte sobre o rio Claro, córrego que nomeia o município. Ainda em área urbana, a rodovia dá acesso ao bairro Alambari, cuja via de acesso é a Rua da Fraternidade. Já no acesso, uma travessia rodoferroviária sinalizada apenas por placas.

Após esse acesso, começam a se tornar raras as construções às margens da rodovia. Inicia-se um trecho de aclive com uma encosta onde é possível avistar a localidade de Alambari e a ferrovia em um dos níveis da encosta.


Aclive no km 52 da RJ-155 em Rio Claro - Foto: Street View
Com a velocidade alta, nem se percebe o acesso à Rica Reginaves Indústria e Comércio de Aves à direita da rodovia. Já no quilômetro 50 e ainda em declive, a rodovia atravessa sob uma ponte estreita o córrego Meia Laranja e se aproxima da margem esquerda do Rio Piraí. Em poucos metros, uma nova ponte estreita marca a travessia sobre o Córrego Lambari.




Após 9 quilômetros em zona rural, uma sequência de curvas marca a chegada aos limites do distrito rioclarence de Getulândia. Nesse trecho a rodovia marca o limite entre os municípios de Rio Claro e Piraí.


Terminal Rodoviário de Piraí - Linha Rio x Angra dos Reis via Passa Três / RJ-139 / Rio Claro
No quilômetro 55 está o entroncamento com a RJ-139 Rodovia Presidente Washington Luiz. Deste ponto até o bairro da Guarita, as rodovias RJ-139 e RJ-155 possuem trecho compartilhado de aproximadamente 6,6km.



2º trecho da RJ-155: Rodovia Presidente Getúlio Vargas:

A partir desse entroncamento, a rodovia homenageia o Presidente Getúlio Vargas, ao qual também nomeia o distrito.


RJ-155 Rodovia Presidente Getúlio Vargas no distrito de Getulândia. - Foto: Reprodução da internet
Durante a República Velha, o município de Rio Claro atravessou em grave situação econômico-financeira, assim como vários outros municípios do estado do Rio de Janeiro. O governo fluminense começou, então, a tentar soluções para substituição da monocultura cafeeira com a implementação de algumas medidas que nortearam a economia fluminense na direção da policultura.




Na década de 1920, o quadro ainda não era estável, mas a abertura da Estrada de Ferro Oeste de Minas, ligando o sul de Minas Gerais, ao porto de Angra dos Reis, deu pequeno impulso às localidades em suas margens, como Rio Claro, Santo Antônio do Capivary e Capelinha, que também se desenvolve, juntamente com Passa Três, com a implantação, em 1928, da estrada de rodagem entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, e que utilizava o antigo caminho da Estrada Real de Santa Cruz.


A linha P425 Barra Mansa x Passa Três - atende aos distritos de Antônio Rocha em Barra Mansa e Getulândia em Rio Claro, ambos localizados às margens da RJ-155. Em seguida, segue em direção à Passa Três através da RJ-139.

A crise de 1929 abala novamente sua economia, já que as vendas de sua produção agrícola e o movimento da estrada de ferro praticamente se estagnam na década de 1930.

Em 1938, em homenagem ao então presidente da República Getúlio Vargas, a localidade de Capelinha é renomeada para Getulândia. No dia 31 de dezembro de 1943, a localidade é elevada a Distrito, sob o decreto-lei estadual nº 1056.



O distrito de Getulândia já possuiu uma estação ferroviária. Construída pela Estrada de Ferro Oeste de Minas, a estação de Capelinha foi inaugurada em 1924. Em parte dos anos 1920 e 1930 a linha e a estação foram encampadas pela Central do Brasil, mas o processo acabou revertido. Em 1930, teve o nome alterado para Getulândia, numa óbvia homenagem a Getúlio Vargas, presidente da República, na época.




O tráfego de passageiros naquele trecho, descendo e subindo a serra, foi extinto entre 1979 e 1980. Mas alguns trens turísticos foram implantados depois disso.


A estação nos anos 1990. Foto Sebastião Nunes de Oliveira
Enquanto a RFFSA era a dona da linha, até 1996, eles funcionaram em datas como alguns fins-de-semana e feriados. Com a entrada das concessionárias, eles foram suprimidos.

A subida da serra, descrita por passageiros desses últimos trens, era muito bonita. O trem subia a partir da saída do pátio de Angra dos Reis até a estação do Alto da Serra. Daí descia até Lídice, onde esses trens geralmente paravam por um tempo e voltavam.


O Trem da Mata Atlântica na serra, entre Angra dos Reis e Lídice em 1995- Foto: José Rodrigues
Em pouco mais de 1 quilômetro do entroncamento com a RJ-139, há um cruzamento com a Estrada de Ferro Oeste de Minas, onde os trens passam por um viaduto, o que limita a altura da rodovia em 4,30 metros, conforme indica a sinalização no local.




Já alcançando a sede do distrito, no quilômetro 56,5 a rodovia dá acesso ao bairro volta-redondense do Roma. O acesso é feito através da VRD-001 Estrada Francisco Vilela Arantes, que liga a RJ-155 à BR-116 Rodovia Presidente Dutra.


A linha 180 Ponte Alta x Roma II possui uma variante que segue até o bairro Santa Bárbara, localizado no extremo sul do município de Volta Redonda. O bairro está situado no limite do município de Volta Redonda com os municípios de Barra Mansa (oeste), Piraí (leste) e Rio Claro (sul)
Trata-se de uma via alternativa, em planejamento, cujo sigla da rodovia é RJ-155 A1 (no pláno viário estadual) ou BR-494 (no plano viário nacional), que ligaria a entrada de Volta Redonda na rodovia Presidente Dutra, na altura do bairro Roma, até Getulândia.

Com a não implantação da mesma, a prefeitura volta-redondense abriu uma estrada municipal, com traçado bem próximo do previsto, a fim de facilitar a locomoção de seus munícipes ao litoral sul-fluminense e a vinda de pessoas daquela região à cidade.



O bairro do Roma está localizado na zona sul da cidade de Volta Redonda, próximo a vias importantes como a Rodovia Presidente Dutra, e com acesso direto à RJ-155. No Roma estão localizados o Hospital Regional do Médio Paraíba, a Cadeia Pública Franz de Castro Holzwartz e o Centro de Socioeducação Irmã Asunción De La Cándara Ustará (Degase).




Dentre os investimentos futuros para o bairro, estão o Aeroporto Regional Vale do Aço e a nova rodoviária da cidade.


Igreja de Nossa Senhora de Fátima de Getulândia - Foto: Reprodução da internet
A passagem pela zona urbana de Getulândia se estende por aproximadamente 2 quilômetros, tendo o vilarejo localizado à margem direita da rodovia.

Há 4 quilômetros da sede de Getulândia está o trevo Bananal-Getulândia-Barra Mansa. No local, as rodovias RJ-139 e RJ-155 voltam a seguir em leito próprio. A RJ-139 denominada Rodovia Presidente Washington Luiz em direção a Bananal-SP e a RJ-155 em direção à Barra Mansa-RJ.




A RJ-155 em seu último seguimento atravessa o Rio Barra Mansa ha 450 metros após o Trevo. A partir dali, segue margeando este rio até o seu fim no entroncamento com a BR-116 Rodovia Presidente Dutra. Após o trevo, a rodovia segue por pouco mais de 3 quilômetros até deixar o município de Rio Claro, cuja última localidade está situada no quilômetro 62, trata-se da Parada Cardim.


RJ-155 Rodovia Presidente Getúlio Vargas - Acesso à Parada Cardim - Foto: Street View
Já em Barra Mansa, a zona urbana pertence ao distrito de Antônio Rocha.
No quilômetro 63, a rodovia tem acesso à localidade rioclarense de Pouso Seco através da Estrada de Acesso à Barra Mansa. Pouso Seco é a última localidade fluminense às margens da RJ-139, na divisa com Bananal, já no estado de São Paulo.




O surgimento de São Sebastião de Barra Mansa

Por volta do ano de 1700, chegar a São Paulo era uma tarefa quase impossível, por causa da barreira natural criada pela Serra do Mar. Mas, para que a viagem se tornasse mais rápida, o então governador Luís Vaía Monteiro ordenou que fosse aberto um caminho através da serra de Itaguaí.


Rio Paraíba do Sul - Usina da Votorantim Siderurgiaem 1956 - Foto: A. Novares
Depois de concluído o caminho, várias incursões foram feitas até o rio Paraíba do Sul, mas sem o compromisso de se formar povoados ou vilas. Estas incursões eram quase sempre formadas por aventureiros à procura de ouro.

O primeiro indício de povoamento se deu em 1764 quando Francisco Gonçalves de Carvalho obteve junto ao vice-rei D. Antônio Álvares da Cunha, uma sesmaria para fundar uma fazenda de gado e mantimentos (Fazenda da Posse (em inglês) ) entre o rio Paraíba do Sul e o rio Bananal, exatamente no local onde se encontrava um córrego chamado de Barra Seca ou Barra Mansa.




Em 1764, o Vice Rei do Brasil, D. Antônio Álvares da Cunha, concedeu uma sesmaria ao fazendeiro Francisco Gonçalves de Carvalho. Assim nascia nessas terras a primeira edificação da Vila de São Sebastião da Barra Mansa. Construída às margens do Rio Barra Mansa e do Rio Paraíba do Sul, a fazenda da Posse, datada de 1768. Imagem datada do século XIX. Em 1765, José Alberto Monteiro também obteve do vice-rei uma sesmaria à margem do Rio Paraíba, onde é hoje a cidade de Volta Redonda.



Com o passar dos anos, estas sesmarias foram mudando de donos, até que, por volta de 1827, chegaram, por herança, às mãos do Coronel Custódio Ferreira Leite, o Barão de Aiuruoca, fundador do município. A partir daí, o local tornou-se ponto obrigatório de passagem de tropas de viajantes a caminho de portos marítimos. Em 1800, nas terras de Henrique Magalhães, bem próximas à foz do rio Barra Mansa, já existia um engenho e uma capela.




Aos poucos, um pequeno núcleo populacional começou a surgir e o início do povoamento animou o Coronel Custódio Ferreira Leite, que mandou construir outra capela, à margem direita do Paraíba, também dedicada a São Sebastião, localizava-se quase em frente à Fazenda Ano Bom, na margem oposta do rio.



O pequeno povoado foi crescendo e, em 3 de outubro de 1832, graças a um ofício dirigido à Assembleia Geral Legislativa do Império, foi criada a Vila de São Sebastião de Barra Mansa, passando a fazer parte da vila terras desmembradas das vizinhas Resende, Valença e São João Marcos.




Em 1954, devido a uma manobra política, teve emancipado o até então distrito de Santo Antônio de Volta Redonda e em 1991 os distritos de Quatis, Falcão e Ribeirão de São Joaquim.

O município, dispõe de parte significativa da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul e está servida pelo mais importante tronco ferroviário do país. Conta ainda com um excelente sistema rodoviário, que faz as ligações com as principais capitais e cidades do sudeste do Brasil, tendo a Rodovia Presidente Dutra (BR-116) em seu eixo central.



Túnel da Ferrovia do Aço em Barra Mansa - Foto: Bruno Viajante

O município é servido por ferrovias e rodovias que permitem a comunicação não só com outros municípios fluminenses, mas também com São Paulo e Minas Gerais. Destacam-se a rodovia Presidente Dutra e a rodovia Lúcio Meira (BR-393), que possibilitam a ligação da região com a BR-040 (Rio-Belo Horizonte). Adicionalmente, a RJ-155 acessa Rio Claro e Angra dos Reis, no litoral Sul do Estado.




O principal terminal de ônibus da cidade é a Rodoviária Comendador Geraldo Osório, localizada no centro da cidade. Por este terminal passam diversas linhas intermunicipais e interestaduais ligando Barra Mansa a outras cidades da região e também às principais capitais do país. Há um projeto para transferir este terminal rodoviário principal para um terreno às margens da Rodovia Presidente Dutra, visando melhorar o fluxo de veículos no centro. 



Atualmente as linhas de ônibus urbano do município, são operadas pelo Consórcio Barra Mansa/TransBM, que é composto pelas empresas Colitur e Triecon.

  • Colitur, operando na região situada à direita da Rodovia Presidente Dutra, e também na margem esquerda do Rio Paraíba do Sul.
  • Triecon (ex: auto comercial), operando na região situada entre o Rio Paraíba do Sul e a Rodovia Presidente Dutra, e também na margem esquerda do Rio Paraíba do Sul.
Em Barra Mansa também se encontra a sede da Viação Cidade do Aço, fundada em 1951 pelo Comendador Geraldo Ozório Rodrigues. Criada inicialmente para ligar Barra Mansa à Volta Redonda, a empresa hoje opera várias linhas intermunicipais e interestaduais, sendo a principal ligação até a capital do estado.



A empresa Colitur Transportes Rodoviários possui duas linhas ligando as cidades de Barra Mansa-RJ à Bananal-SP. Uma via Cotiara e a outra via Rancho Grande. A via Cotiara segue pelas rodovias RJ-157 e SP-064. Já a versão via Rancho Grande, tem como rota de deslocamento as rodovias RJ-155, RJ-139 e SP-068.
A rodovia percorre grande trecho de em área rural até o acesso à Estrada dos Coqueiros. Essa estrada é responsável pelo acesso à sede distrital de Antônio Rocha.
Antonio Rocha é o 9º distrito do Município de Barra Mansa. Faz divisa com os distritos: Sede de Barra Mansa;
Sede de Volta Redonda;
Getulândia em Rio Claro;
Rancho Grande em Bananal.


Distrito de Antônio Rocha/ Barra Mansa - Foto: Reprodução da internet

Já a Vila do Distrito de Antonio Rocha, faz divisa com o bairro Ataulpapsho de Paiva, (que também faz parte do Distrito), e fica próximo a Vila do Distrito de Getulândia, e do bairro Pouso Seco (Município de Rio Claro).






Da Fazenda da Casa Branca à Antônio Rocha

Antonio Rocha antigamente se chamava Casa Branca, e teve o nome alterado para Antonio Rocha a pedido do Presidente Getúlio Dornelles Vargas que ao passar pelo lugar pediu a alteração do nome.

Para entender a alteração, é preciso antes conhecer Antônio Rocha e sua importância histórica quanto à Getúlio Vargas.

Getúlio Dornelles Vargas, natural de São Borja, Rio Grande do Sul, inicia sua carreira política em 1908, ao ser nomeado para exercer o cargo de Promotor Público em Porto Alegre, através de Borges de Medeiros, então Presidente do Rio Grande do Sul. Assim o bacharel em Direito Getúlio Vargas é eleito representante do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) para a Assembléia gaúcha, e, posteriormente, exerce o cargo de Ministro da Fazenda no governo de Washington Luis.


Estação ferroviaria de Santa Maria no final do século XIX - Foto: Reprodução da internet

No decorrer da campanha eleitoral, instala-se a crise mundial de 1929, a qual recrudesce a crise econômica brasileira pela superprodução de café, pois não havia compradores para toda a produção, gerando descontentamentos entre o setor cafeeiro e o governo de Washington Luis.




É neste cenário que ocorrem as eleições presidenciais de março de 1930, com a vitória de Júlio Prestes, o que leva ao surgimento de movimentos contrários às eleições, sobretudo pelos tenentes e alguns membros da Aliança Liberal. Apesar dos descontentamentos, Júlio Prestes estava pronto para assumir ao cargo de Presidente da República, porém com assassinato de João Pessoa irrompe um movimento de cunho militar no dia 3 de outubro, no Rio Grande do Sul, com grande adesão do Nordeste, resultando na deposição do governo de Washington Luis, por militares do estado do Rio de Janeiro, que entregam o poder a Getúlio Vargas.


Viaduto sobre o Vale dos Diabos : Santa Maria / RJ - Foto: Reprodução da internet

Nesse período, Santa Maria-RS encontrava-se dividida em sete distritos administrativos, sendo estes dirigidos por sub-prefeitos, com a presença de um juiz distrital (que representa a autoridade judiciária). O sub-prefeito era cargo de confiança do prefeito municipal e, além das funções administrativas, acumulava também as funções de inspetor escolar e sub-delegado de polícia. Porém, sua função não era remunerada.




Santa Maria caracterizava-se por ser uma cidade interiorana, desenvolvendo agricultura, produzindo, sobretudo ,feijão, milho, arroz, tomate, fumo, mandioca, cana-de-açúcar, uma forte pecuária e a atuação de duas importantes charqueadas, a Charqueada de Santo Antão e a Charqueada de Nelson Loureiro e de Afonso Barros, que abatiam cerca de 100.000 cabeças de gado anualmente.

A partir de 1930, as exposições eram organizadas pela Sociedade Agrícola Pastoril de Santa Maria, com a participação da Prefeitura Municipal. O Prefeito municipal Dr. Antônio Xavier da Rocha (1938-1942) foi o maior investidor desses eventos realizando três deles 1938, 1939 e 1941. A exposição de Animais e Produtos Derivados de 1941 ficou na história de Santa Maria pela grandiosidade, pela quantidade de animais e pelo grande número de expositores pecuarista e industriais presentes. A referida mostra foi considerada, no gênero, a segunda maior do país.


Linha Porto Alegre-Uruguaiana - Ilustração: Estações Ferroviárias

Desse modo, observa-se que a cidade de Santa Maria, caracterizava-se por uma economia agropecuária. Paralelamente, era um dos maiores entroncamentos ferroviários do sul do Brasil, devido à sua posição geográfica e também por um pólo militar da Guarnição do Exército Brasileiro. Assim, Santa Maria destacava-se pelo transporte ferroviário, que ao lado de uma agropecuária forte e um significativo contingente de militares, construía um cenário comercial através de grandes empresas.




Nesse contexto, Santa Maria proporcionou espaço para a atuação de profissionais liberais, como médicos e bacharéis em direito. Outro ramo desenvolvido na economia santamariense foi o ramo hoteleiro, por ser uma passagem daqueles que necessitavam da ferrovia para locomoção entre as diversas localidades regionais, ou mesmo chegar às localidades fora dos limites estaduais. Entre os diversos hotéis surgidos na época, destacam-se o Glória Hotel, localizado na Avenida Rio Branco, esquina com a Silva Jardim, e o Hotel Brenner, na Avenida Rio Branco.


Casas da Vila Belga, construída no início do século XX, quando os belgas da Cie. Auxiliaire mudaram as oficinas para a cidade e estação de Santa Maria. A Auxiliaire ficou na cidade até 1920. - Foto: Acervo Milton Gallas do Amaral

É importante, nesse contexto, demonstrar a política Getulista de construção de uma unidade nacional, através da constante exaltação de símbolos nacionais para legitimar como uma das bases do poder forte e autoritário.




Nesse sentido, Santa Maria, administrada pelo prefeito municipal Dr. Antônio Xavier da Rocha, se inseriu na proposta de formação cívica do governo Getulista, quando a comunidade glorifica os símbolos nacionais através de eventos que estimulavam o patriotismo, incluindose no processo de unidade nacional com perspectiva de uma conjuntura harmônica.


Visita de Getúlio Vargas (Senador) ao municípo de Santa Maria-RJ - Acervo Zaíra Westphalen da Costa
Nesse universo, os eventos se diversificam e se comemoram as principais datas cívicas e significativas para a política de Getúlio Vargas, como o Dia Internacional do Trabalho, no qual Santa Maria promove diversos acontecimentos festivos.

Toda essa ação de promoção e formação civica Getulista, fez com que o Dr. Antônio Xavier da Rocha recebesse a homenagem de Getúlio Vargas enquanto passava pelo Vale do Café Fluminense.




A localidade de Antônio Rocha foi elevada a categoria de Distrito no ano de 1993, sendo o 2º mais novo do Município de Barra Mansa.


Estação de Antonio Rocha, entre Barra Mansa e Getulândia (RJ) - dezembro de 1996 - Foto: RFFSA

Após o acesso à sede distrital de Antônio Rocha, a rodovia segue por 8 quilômetros em zona rural até a localidade de Vila Pepita. No caminho, há uma estrada vicinal de acesso ao Cafarnaum.

A Cafarnaum barramansense, é um bairro do Distrito Sede do Município de Barra Mansa. Esta entre a Vila Pepita e o bairro Jardim Santa Clara. O bairro é de característica rural, e esta a ocidente e a oriente da Rodovia Saturnino Braga, a maior parte de suas casas esta a ocidente.


Acesso ao bairro do Cafarnaum na zona rural de Antônio Rocha - Barra Mansa - Foto: Reprodução da internet

Cafarnaum, cidade bíblica, situada ao norte do mar da Galiléia , foi considerada residência de Jesus Cristo e dos Seus Apóstolos. A região da Cafarnaum barramansense é utlizada porciclistas que mapearam e deram nome às principais trilhas da região.






  • Cafarnaum:
Liga São Genaro a Santa Clara passando pelo Paletozinho;

  • Cafarnadois:
Corta a Fazenda Bocaina, mas tem o acesso impedido pelo proprietário;

  • Cafarnatrês:
O mais curto deles, entra ao lado do CTR (centro de tratamento de Resíduo) e sai em São Genaro;


Trhilha Canarfatrês na zona rural de Antônio Rocha - Barra Mansa - Foto: Reprodução da internet

  • Cafarnaquatro:
Passa pelo Sítio Suinã dos Panizzas e sai próximo ao antigo motocross;

  • Cafarnacinco:
Liga os asfaltos das estradas BM-Bananal e Bananal-Rancho Grande;

  • Cafarnaseis:
Se inicia na porteira após a casa do Sr Batista e chega até perto da entrada de Antônio Rocha, na estrada de Angra;

Trhilha Canarfaoito na zona rural de Antônio Rocha - Barra Mansa - Foto: Reprodução da internet
  • Cafarnasete:
Começa dentro do Cafarnaum, na antiga  entrada da trilha que vai até a Fazenda Independência. Depois de muito single track e porteiras ele sai um pouco antes do famoso Riozinho;





  • Cafarnaoito:
Ela tem um inicio em comum com o Sete, mas na altura da primeira porteira ela segue a direita e vai sair na fazenda Boavista, no asfalto de Rancho Grande.


Pontilhão entre Barra Mansa e a estação de Antonio Rocha - Foto Antonio Marcelino de Carvalho
No quilômetro 75, a rodovia entra no perímetro urbano do bairro de Santa Clara, permanecendo até o seu término, onde percorre os bairros do Goiabal, Jardim Primavera, Jardim Marajoara, Jardim Marilu, São Pedro, Roselândia e São Luiz.



Além da linha P735, o bairro possuía uma ligação direta com o bairro Ano Bom, localizado na Região Central de Barra Mansa, às marges da Avenida Presidente Kennedy.


A linha urbana Santa Clara x Ano Bom, que circulava pelos bairros Santa Clara, São Pedro, Jardim América e Ano Bom, em Barra Mansa, começou passando por mudanças em seu trajeto até ser suspensa. 



Inicialmente, os veículos começaram a se  adequar ao novo sistema de transporte coletivo da cidade, que estava em fase de implantação. Pela nova proposta, os ônibus que vêm dos bairros são interligados com uma linha circular que percorre o Centro da cidade.




A necessidade de tomar duas conduções, de acordo com o planejamento feito pela Coortran (Coordenadoria de Trânsito e Transporte), é compensada por uma maior fluidez no tráfego.



Após o Posto do Destacamento de Policiamento Ostensivo de Santa Clara, no quilômetro 75, a rodovia atravessa a ponte sobre o Córrego Santa Clara.

Já no último quilômetro de rodagem da rodovia, está o entroncamento com a BR-116 Rodovia Presidente Dutra, cujo a RJ-155 Rodovia Presidente Getúlio Vargas, atravessa sobre ela o Viaduto Vereador Luciano Paiva Silveira, chegando ao seu fim na rotatória de acesso à rodovia Federal.



Rotatória de acesso à BR-116 Rodovia Presidente Dutra e ao Centro do município de Barra Mansa - Foto: Street View

Para fins de fiscalização, policiamento ostensivo e apoio, a rodovia conta com um posto do Batalhão de Polícia Rodoviária da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, no distrito rio-clarense de Lídice. Há outros nas localidades de Santa Clara, em Barra Mansa, subordinado ao 28º BPM; de Getulândia, em Rio Claro, e de Serra D'Água, no município de Angra dos Reis, estes últimos pertencentes ao 33º Batalhão da PMERJ.

BR-116 Rodovia Presidente Dutra em Barra Mansa - Foto: Reprodução da internet
Durante o verão, o movimento nesta rodovia ultrapassa os 10 mil veículos por dia, trazendo algum grau de lentidão ao seu tráfego, principalmente nos finais de semana prolongados. Há poucos trechos de ultrapassagem ao longo de toda a rodovia, bem como diversos pontos de dificuldade de visão e além de um trecho de serra de cerca de 15 quilômetros entre Lídice e Serra d'Água, ao que se recomenda cautela aos usuários, haja vista não haver base de socorro de emergência em todo seu percurso.




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