Rotas Fluminenses: 120T Duque de Caxias - Itaguaí via Nova Iguaçu

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Dados da linha:
Linha: 120T - Duque de Caxias x Itaguaí via Nova Iguaçu
Empresa: RJ 128 Empresa de Transportes Flores
Tipo: Urbana Intermunicipal

A linha parte da Rua Bento Gonçalves, em frante a portaria do Edifício Excelsior, localizado nas proximidades do Terminal Rodoviário Center Shopping Caxias.




Saindo do ponto final, seguimos em direção ao Terminal Rodoviário e passamos à frente dele pela Rua Piratini. A partir daqui, seguimos em direção ao Centro comercial nas proximidades do calçadão de Duque de Caxias para acessarmos a Avenida Nilo Peçanha na Vila Meriti.



Já na Avenida Nilo Peçanha, atravessamos o Canal Caboclo e chegamos à Vila Bela Vista. A Avenida Nilo Peçanha nos leva até a Praça do Bar dos Cavaleiros.



A origem do nome do bairro se dá, pelo fato de no século 19 e no início do século 20, os tropeiros que ali passavam, costumavam parar em um bar para o seu descanso, amarrando os seus cavalos em um largo que hoje faz ligação da Av Nilo Peçanha com a Rua Vicente Renda.

No Bar dos Cavaleiros durantes décadas foram realizadas grandes festas juninas, os palcos desses eventos eram no Campinho da Rua Campos, na antiga Rua Cabo Frio, e na antiga Rua 2.


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Na Praça do Bar dos Cavaleiros, a viagem segue pela Estrada Arthur Antônio Sendas, onde ao atravessarmos as torres de alta tensão chegamos no Parque Analândia em São João de Meriti.

Após o Parque Barreto e o Parque Juriti, a via passa a se chamar Estrada São João-Caxias. Por ela atravessamos o viaduto de mesmo nome sobre a Rodovia Presidente Dutra. Do outro lado, chegamos ao Centro do município, onde após um contorno pela Rua Santo Antônio, atravessamos a passagem de nível sobre o Ramal de Belford Roxo dos trens da SuperVia.



Chegamos à Praça da Matriz e seguimos pela Rua Gessyr Gonçalves Fontes em direção à Avenida Getúlio de Moura, uma via de grande importância para o minicípio que serve de ligação do Centro com os bairros de Vila Tiradentes, Itapuã, Vila Rosali e Agostinho Porto.

Pela Avenida Getúlio de Moura seguimos até a Avenida Doutor Arruda Negreiros, e a partir dela vamos até o bairro de São Mateus passanodo por Engenheiro Belford, bairros anteriormente atendidos pelo Ramal Circular da Pavuna, que contava com três estações

> São João de Meriti
> Engenheiro Belford
> São Mateus

Mapa do Ramal Circular da Pavuna
O antigo ramal circular da Pavuna ligava a estação de Costa Barros à estação de Thomasinho, ambas no eixo da linha Auxiliar original. O trecho desse antigo ramal entre a estação da Pavuna e de Thomasinho, ou seja, quase todo ele, foi suprimido em 1993, São Mateus foi o ponto final dos trens de subúrbio por muitos anos, enquanto os que seguiam de Dom Pedro II para Japeri corriam direto de Costa Barros, sem passar pelo ramal, até o final, tendo sido estes eliminados por volta de 1970.

A estação de São Mateus ainda com trens no início dos anos 1990 - Foto: José A. de Vasconcellos

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Chegando na Praça Roberto da Silveira entramos na Rua Ana Brito da Silva, que nos levará até a passagem de Nível sobre a Linha Auxiliar, hoje utilizada pelos cargueiros da MRS Logística.
Agora no bairro do Thomazinho, seguimos margeando a ferrovia pela Avenida Imperatriz Leopoldina até a Vila Norma, passando pelo bairro do Éden.

Na Vila Norma entramos na Rua Elisário de Souza em direção à Praça Antônio Cardoso e após ela seguimos em direção à RJ-081 Via Light.



Esta via marca o limite entre os município de Nilópolis e São João de Meriti. Agora no bairro nilopolitano de Nova Cidade, seguimos pela Estrada Antõnio José Bitencourt até o centro do menor município do Estado do Rio de Janeiro, com 19,393km².

Chegamos à estrada de Ferro Central do Brasil, no Ramal de Japeri da SuperVia. Aqui entramos na Rua Carmela Dutra em sentido obrigatório à Praça Paulo de Frontin, onde ao contorná-la, entramos na Estrada General Mena Barreto.

Após algumas ruas, atravessamos o Viaduto de Nilópolis sobre o Ramal de Japeri da SuperVia e chegamos à Rua Ludolf, rua de saída do Terminal Rodoviário de Nilópolis.


Terminal Rodoviário de Nilópolis

Inaugurado em 1979, o Terminal Rodoviário de Nilópolis está localizado na Avenida Getúlio de Moura próximo à Rua Alberto Teixeira da Cunha. Inaugurado e administrado pelo poder público através da CODERTE - Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Rio de Janeiro, atualmente é operado por um consórcio de empresas através da RioTerp, o qual declarou um investimento de R$ 20 milhões em melhorias.


Terminal Rodoviário de Nilópolis
O Consórcio Rio Terminais Rodoviários de Passageiros S/A (RIOTERP) é composto pela Fetranspor e Socicam Serviços e Socicam Administração e Projetos. O consórcio assumiu a administração e operação dos terminais rodoviários Menezes Côrtes, Américo Fontenelle (Centro do Rio), Nova Iguaçu e Nilópolis (Baixada Fluminense).

O grupo, que investirá mais de R$ 40 milhões em reformas e na construção de um novo terminal com objetivo de melhorar as instalações, serviços e o atendimento a população nestes terminais. Os projetos das obras serão submetidos a aprovação pelo poder concedente em até 180 dias (6 meses) e, a partir da aprovação, serão encaminhados as respectivas prefeituras para aprovação e obtenção das licenças necessárias.



O Terminal Rodoviário de Nilópolis movimenta atualmente mais de 169 mil ônibus que atendem a mais de 24 milhões de passageiros/ano. O terminal opera com linhas metropolitanas para o Centro do Rio de Janeiro e outras regiões da Baixada Fluminense.




As empresas que fazem parada ou possuem pontos de parada no terminal são:


Plataforma A
Auto Viação 1001
Nilopolitana

Plataforma B
Viação Ponte Coberta
Viação São José

Plataforma C
Expresso São Francisco

Viação N.S. Penha


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Na Rua Alberto Teixeira da Cunha seguimos em direção à ferrovia, onde entramos na Avenida Getólio de Moura em sentido obrigatório à esquerda. Daqui percorremos o Centro de Nilópolis até a divisa com o município de Mesquita, onde adentramos ao atravessar o Rio Sarapuí.



A cidade de Mesquita, apesar de ser a mais nova do Estado do Rio de Janeiro, tendo completado recentemente 19 anos de emancipação político-administrativa, vem investindo em melhorias e adaptações que a colocam entre as cidades desenvolvidas da região metropolitana. O município que já nasceu de médio porte, tendo mais de 168 mil habitantes (dado IBGE-CENSO 2010) com uma área urbana de 14,13 quilômetros quadrados, vem investindo pesado no trânsito.


Foto: J.C. Marinho
A secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Setrans) tem ativado pardais eletrônicos nos pontos com maior ocorrência de acidentes, além da instalação dos semáforos compostos por uma moderna tecnologia com contador de tempo digital, que orientam pedestres e motoristas sobre o tempo que resta para o sinal abrir e fechar, além de serem compostos de lâmpadas de “led”, que economizam energia elétrica e possuem maior durabilidade.

Esse tipo de semáforo pode levar até três anos para passar por alguma manutenção, enquanto o de lâmpada comum tem uma vida útil média de seis meses. É possível vê-los instalados ao longo da Avenida Costa e Silva e na Avenida Getúlio de Moura, na Avenida Feliciano Sodré, Avenida Celso Peçanha e na Avenida Almirante Batista das Neves.


Agentes participam de capacitação para utilizar novo sistema nos talonários eletrônicos
Foto: Carla Josephyne

Para agilizar o trabalho dos fiscais de trânsito que trabalham nas ruas de Mesquita, a prefeitura ministrou capacitação para os profissionais utilizarem o novo sistema implantado nos talonários eletrônicos usados nas tarefas diárias. A palestra aconteceu na Dinâmica, em Rocha Sobrinho e foipromovida pela secretaria municipal de Transporte, Trânsito e Ordem Pública. Os talonários eletrônicos permitem realizar as autuações de forma ágil e prática. O sistema é online e as informações são enviadas diretamente ao banco de dados do Detran.

O novo sistema começou a ser usado no dia 10 de julho de 2015.



Em maio de 2017 os agentes de trânsito da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (SETRANS) passaram a fiscalizam as vagas para pessoas com dificuldade de locomoção no Centro, Vila Emil e Edson Passos diariamentecom o objetivo da SETRANS de conscientizar os motoristas infratores, mostrando que essas vagas são para quem realmente necessita.



Pelo Código de Trânsito Brasileiro, estacionar em vaga destinada a pessoas com deficiência ou idoso sem o cartão especial de estacionamento é considerado infração gravíssima, implicando em multa e ainda a perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação.



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Agora no bairro Edson Passos, a via passa a se chamar Presidente Costa e Silva e nos leva em direção à sede do município ainda margeando a ferrovia. 

A Estação Edson Passos foi aberta para atender à "Companhia Matadouro Iguaçu" que posteriormente veio a se chamar "Companhia Frigorífico Iguaçu", na época localizado na Rua Gonçalves dias, ao lado nilopolitano do Rio Sarapuí.


Antigo matadouro entre Nilópolis e Mesquita na década de 1930 - Foto: Reprodução da internet
Chegando à estação de Mesquita, contornamos o quarteirão após a Rua Ônix e chegamos na Praça Secretária Elizabeth Paixão e encontramos novamente a ferrovia seguindo pela Estrada Feliciano Sodré.


Foto: J.C. Marinho
A tual Praça Secretária Elizabeth Paixão recebeu esse nome através da Lei 100 de 25 de abril de 2002, a qual aletrou através do artigo 1º. Seu nome anerior era Praça Antônio de Freitas Quintela.

A advogada Elizabeth Paixão, era secretária de Meio Ambiente de Mesquita, onde o prefeito era seu pai José Montes Paixão, o primeiro prefeito de Mesquita após a emancipação da cidade.


Praça Secretária Elizabeth Paixão - Foto: Reprodução da internet
Elizabeth foi assassinada com um tiro no peito no dia 5 de março de 2002 em Nova Iguaçu enquanto saia de um bar.

O secretário estadual de Segurança Pública, na época Josias Quintal, descartou a hipótese de assalto. Ele disse acreditar em crime passional e mobilizou as delegacias de Mesquita e de Nova Iguaçu, além da Homicídios e da Coordenadoria da Baixada.

Elizabeth foi socorrida no Hospital Nossa Senhora de Fátima, mas não sobreviveu.




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Junto à praça se inicia a Estrada Feliciano Sodré, via a qual seguimos em direção à Presidente Juscelino. Há poucos metros da estação, chegamos ao município de Nova Iguaçu após passarmos pela Rua Irmãos Maurício, onde então chegamos ao Caonze.

Agora a via passa a se chamar Rua Coronel Bernardino de Melo e se extende até o bairro de Comendador Soares, margeando a ferrovia e atravessando o Centro, o Bairro da Luz e a Vila São Jorge.



Já se aproximando da Estação Ferroviária de Nova Iguaçu, o tráfego começa a ficar intenso. Além da via, a calçada para pedestres também é estreita nos dois lados.


Estação de Nova Iguaçu - Foto: Reprodução da internet
Apenas uma faixa de rolamento em cada sentido, há pontos de parada de ônibus com baias que ocupam mais da metade da calçada no lado oposto à ferrovia. E em dias de aula, um colégio é o responsável por diversos carros que param para embarque e desembarque de estudantes no meio da rua. Ao lado do mezanino da estação ferroviária a calçada não comporta a quantidade de pedestres que aguardam a condução.


Trânsito na Rua Coronel Bernardino de Melo - Foto: Folha do Iguassú

Ainda da Bernardino de Melo, vamos em direção ao Viaduto Padre João Musch, porém antes de alcançá-lo, entramos na Rua Comendador Soares, por ela passamos pela praça do Skate e alcançamos a Avenida Abílio Augusto Távora, ainda conhecida como Estrada do Madureira.


RJ-105 Avenida Abílio Augusto Távora

Entre a via férrea e o maciço Mendanha-Gericinó (Serra de Madureira) está a Avenida Abílio Augusto Távora, popularmente conhecida como “Antiga Estrada de Madureira” com cerca de 20km que liga o centro de Nova Iguaçu ao Bairro km 32 pareando a Serra de Madureira.



A Avenida Abílio Augusto Távora (RJ-105) liga bairros nobres como o CAONZE e Bairro da Luz e, seguindo numa linha horizontal passa por Cabuçu, que dá acesso a Queimados pela rodovia Presidente Dutra (BR-116) e, também por antigas fazendas que deram origem, ao serem loteadas, a bairros como Marapicu, Dom Bosco, Aliança, Belga, até chegar ao km32.



O bairro km 32 é rota para quem chega ou sai do município de Nova Iguaçu. Ele faz limite com a zona oeste do Rio Janeiro, seguindo pela RJ-105, onde há um entroncamento com a BR-465, antiga estrada Rio-São Paulo. O km 32 também dá acesso a quem segue no sentido de Seropédica.


Avenida Abílio Augusto Távora na altura do Bairro Aliança em Nova Iguaçu - Foto: Reprodução da internet

Neste eixo, que vai do CAONZE ao km 32, observa-se uma diversidade relacionada ao uso do solo e à sua configuração social e espacial. A ocupação urbana, no CAONZE, diferencia-se do restante da cidade, desde o ciclo econômico da laranja.

Nessa região se estabeleceu uma área residencial formada pela população de classe média à alta: os antigos exportadores comerciantes e profissionais liberais que queriam viver longe da população mais humilde bem como das áreas inundáveis do lado sul da via férrea. O crescente poder político e econômico desse grupo social iniciou uma política de investimentos nessa área, por parte do poder público e contribuiu, ainda mais, para a valorização do solo, principalmente após a construção do muro da via férrea e o Viaduto Padre João Müsh.


trânsito no Centro de Nova Iguaçu - Foto: Paulo Alvadia

Única opção entre o centro de comércio e serviços da cidade e o CAONZE, que por mais de 20 anos, só fez fortalecer a segregação social e econômica em Nova Iguaçu.

Essa barreira foi fator utilizado pelos agentes imobiliários para elevar os preços de imóveis e terrenos no lado “rico da cidade”. Do final dos anos 80 ao final de 2004, com a construção de mais 2 viadutos (CAONZE, em 1980 e Dom Adriano, em 2004), o processo de verticalização iniciou-se e encareceu ainda mais o uso do solo, atraindo a população de alto poder aquisitivo.



Criou-se então um sub centro de negócios e serviços mais sofisticados com investidores provenientes do município do Rio de Janeiro para atender a essa população elevando os preços e o número de construções, não só de edifícios residenciais e comerciais como também de condomínios de mansões. Esse eixo é chamado popularmente de “o outro lado”, onde se percebe a segregação social, que a via férrea oportuniza através de seus muros, consolidada nos tempos da citricultura e, que está em ampla expansão imobiliária para empreendimentos residenciais e comerciais de alto padrão.


Cancela de ligação entre as ruas Doutor Thibau e a Travessa Mariano de Moura. À frente a Catedral de Santo Antônio.
Foto: Reprodução da internet
Essa era a cancela para regular a travessia sobre a via férrea em frente a catedral de Santo Antônio. Atualmente é a passarela caracol.



A Passarela Caracol foi inaugurada no início dos anos 70, substituindo a travessia de pedestres que era realizada pela cancela. - Foto: Reprodução da internet
Percebam que a Rua Dr. Thibau era mão dupla e movimento de veículos reduzido assim como pedestres atravessando a passarela construída após o fechamento da cancela de passagem de veículos pela via férrea.
O Viaduto Padre João Musch foi inaugurado em 1968, integrando a RJ-105. Seu projeto é do Departamento Estadual de Estrada de Rodagem (DER)


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Chegando no Jardim Alvorada, mais precisamente na região conhecida como Marco Dois, existe o entroncamento com um dos acessos à RJ-081 Via Light, realizado através da Rua Ministro Lafaiete de Andrade, via que também marca o limite entre os bairros da Luz e o Jardim Alvorada.



Após a esquina com a Estrada das Cambucas, seguimos entre os bairros do Danon e o Jardim Alvorada, ambos separados pela Avenida Abílio Augusto Távora ao qual seguimos a viagem. Nas proximidades da Pedreira santo Antônio deixamos o Jardim Alvorada e chegamos ao Jardim Nova Era e em seguida passamos rapidamente pelo Palmares, todos ao lado direito, pois do lado esquerdo ainda permanece o bairro Danon até alguns metros após a Estrada da Palhada.




A Estrada da Palhada surge no Jardim Palmares, e segue até a Rodovia Presidente Dutra no Richão. A via recebe este nome por estar em maior parte do percurso dentro do bairro chamado Palhada.

Além da Palhada, a estrada passa pelos bairros iguçuanos de Rosa dos Ventos, Palmares e Richão. 
Após passarmos deste entroncamento, chegamos no Valverde e em instantes chegamos em Cabuçu, após cruzarmos com os cabos de transmissão vindos da Usina Termelétrica de Queimados em direção à Subestação de Jacarepaguá, atendendo ainda as subestações Adrianópolis e Nova Iguaçu.


As terras que hoje comportam o bairro de Cabuçu eram povoadas pelo índios Tupinambás. Eles utilizavam folhas para colocar seus pés quando saiam de casa para visitar outras tribos pois, naquela época, a tecnologia ainda era precária e eles tinham que conviver com a tabatinga e a lama nas ruas, em função das terras baixas e alagadiças que constituíam os brejais que dominavam a morfologia da paisagem.



Os índios deram nome a vários lugares de Cabuçu, inclusive o próprio nome “Cabuçu” é de origem Tupi e significa “Abelha Grande”. Dos índios também vieram os nomes das ruas Itororó e Taquaretinga. Após um tempo vieram os colonizadores e a região de Cabuçu tornou-se um importante ponto de produção de cana-de-açúcar, com destaque para os engenhos Marapicú, Ipiranga, Cabuçu e Mato Grosso.
O escoamento desses produtos era feito por rota fluvial ou por meios dos caminhos como o caminho do mato grosso, a antiga estrada de Queimados e Cabuçu (em frente à fazenda Cabuçu) e a rua Taquaritinga ligava o Aliança a Cabuçu.


O caminho de Queimados, que era um pouso de parada para tropeiros, passou a ser a última parada antes dos tropeiros subirem a Serra do Mar, rumo a Minas Gerais. Com a sua fase de declínio da cana, o café foi introduzido nas fazendas, porém não vingou nas terras da Baixada e, com isso, em Cabuçu. O que ficou foram as tecnologias introduzidas para o escoamento dele, pois Cabuçu fica no caminho entre dois portos importantes, o do Rio de Janeiro e o de Itaguaí.


Estação Cabuço - Ramal Santa Cruz x Carlos Sampaio - Foto: Acervo João Bosco Setti
Construíram-se em meados do século XIX, as ferrovias, entre elas a de Santa Cruz e Dom Pedro II (hoje chamada Central do Brasil). O que não se fala muito é que havia um ramal que liga essas duas ferrovias e que esse ramal passava em Cabuçu. (hoje chamada Linha Velha).


Prédio da antiga estação Cabuçu restaurado e servindo de moradia - Foto: Acervo Carlos Alberto Ramos

Suas locomotivas a vapor eram abastecidas pelas caixas d’água instaladas ao longo dos trilhos, como a que fica nas margens da lagoa azul. Essa ferrovia cortava brejos e ao represar as águas, provocou a disseminação de doenças provenientes das águas paradas. Com a ferrovia, porém, Cabuçu perdeu a importância política (Marapicu tinha status político e econômico) para o pouso dos Queimados em função da ferrovia principal passar lá.

Em 1891 Nova Iguaçu se torna cidade e Cabuçu passa a constituir o distrito de Queimados.


Formação do 2º distrido de Nova Iguaçu - Queimados

Entre o final do séc. XIX e até a 2ª Guerra Mundial, Nova Iguaçu exibiu a fama de ser a “cidade perfume” em função de seus vários laranjais para a comercialização com o exterior. Em Cabuçu não foi diferente. Em meio a brejos e laranjais, os moradores conviviam com suas ruas de terra e seus caminhos tortuosos buscando terrenos mais firmes. Para facilitar o escoamento, foi construída na década de 1940, a Estrada de Madureira, conhecida por suas muitas curvas para fugir dos brejais de Cabuçu.



Findado o apogeu dos cítricos, “o ouro laranja”, Nova Iguaçu conheceu um novo momento, seu papel industrial, que passou a exercer por estar às margens de uma das principais rodovias do país: a Rodovia Presidente Dutra. Para alocar os “novos iguaçuanos”, os migrantes que vieram trabalhar nas fábricas da cidade do Rio de Janeiro e de Nova Iguaçu, muitas chácaras laranjeiras foram retalhadas em loteamentos, entre eles o Jardim Cabuçu, cuja imobiliária era a Granja Paraíso, na década de 50.




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Após o centro de Cabuçu, seguimos ainda pela RJ-105 nos últimos trechos de Cabuçu, adentrando então os bairros de Marapicu e do Ipiranga, ambos separados pela estrada. Ao lado da Serra do Madureira está o bairro Marapicu, e do lado oposto o bairro Ipiranga, cortado pelo Rio Ipiranga, um dos afluentes do Rio Guandu. No bairro também se inicia  sequência de conjuntos residenciais. o primeiro é o Conjunto da Marinha. 

Após o conjunto, o bairro Ipiranga termina e ficamos apenas no Marapicu, onde passamos pelos conjuntos Dom Bosco e Vila Belga. atrás destes está o Conjunto Campo Belo, localizado no bairro Lagoínha.

Após o Vila Belga chegamos no Jardim Paraíso, que se inicia após a Rua Lagoinha, principal rua de acesso ao bairro com mesmo nome, ao Conjunto Campo Belo e ao Jardim Guandu, bairro em que se encontra a Estação de Tratamento de Águas do Sistema Guandu.

Após a Rua Lagoínha, atravessamos a ponte sobre o Rio Capenga.

O Rio Capenga, nasce na Serra do Madureira e prolonga-se por 13,5 km até desaguar no Rio Guandu Mirim. Inicialmente, na baixada, percorre um pequeno trecho de uso rural, localizado no sopé da Serra do Mendanha. Logo depois cruza a área urbana do Jardim Paraíso. 


Junto com seus afluentes, captam águas pluviais e os efluentes sanitários desta localidade, que é atravessada pela estrada de Madureira e se encontra em franca expansão urbana, com vários conjuntos habitacionais e loteamentos.

A seguir, cruza a antiga Rio-São Paulo, faz um giro de quase 90º e ingressa novamente em área rural, com predomínio de pastos, e daí segue até desaguar no Rio Guandu-Mirim, próximo à jusante da desembocadura do Rio Campinho.
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Ainda no Jardim Paraíso, passamos pela Subestação Marapicu e em seguida sobre um afluente do Rio Capenga. Agora estamos passando pelo Conjunto Grão Pará, com suas ruas nomedas com nomes de minérios e botânicos.

Chegamos à Estrada Variante Rio-São Paulo e seguimos em direção ao Km 32, onde passamos pelo trevo de interseção com a BR-465 Antiga Estrada Rio-São Paulo. Percorremos ela sentido Seropédica, cortando os bairros do Jardim Guandu, Prados Verdes e Campo Alegre em Nova Iguaçu.




A atual BR-465 é uma das partes daquela que foi a principal rodovia que ligava as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo até a década de 1950. Com a implementação da BR-2 (atual Rodovia Presidente Dutra) optou-se por um novo traçado para o trecho próximo à cidade do Rio de Janeiro, passando por Nova Iguaçu, com isso o trecho entre os quilômetros 31 e 54 passou a constituir parte da BR-465.
Foto: Reprodução da internet
A outra parte dessa antiga rodovia, presente na região Sul Fluminense, é hoje a RJ-139, que passa pelo distrito de Passa Três, em Rio Claro e segue até Bananal-SP.

Na atualidade, a BR-465 vem se tornando um empecilho à melhoria do tráfego próximo à cidade do Rio de Janeiro. Com a saturação de vias como a Rodovia Presidente Dutra, Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela, a Estrada Rio–São Paulo, se fosse duplicada e modernizada, poderia configurar-se numa excelente opção para desafogar estas vias.




Serviria de entrada "por trás" da parte principal da capital fluminense, desviando grande parte do tráfego, principalmente o direcionado à Zona Oeste do Rio de Janeiro, funcionando como um grande atalho.
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Entre o Trevo e a ponte sobre o Rio Guandu, ainda estamos na cidade de Nova Iguaçu, que abrange 8 km da rodovia. Após atravessarmos a ponte chegamos na Vila Jardins no município de Seropédica.




BR-465 no limite entre Nova Iguaçu e Seropédica - Foto: Reprodução da internet
Muitos consideram toda extensão da via até entroncamento com a Estrada do Piranema como Campo Lindo, porém há outros dois bairros. Um deles é o Vila Jardins e o outro é o Parque Jacimar.



Continuamos a viagem pela Estrada Rio-São Paulo, agora entre os bairros de Campo Lindo e Vila Jardins, um em cada lado da rodovia.
A BR-465 corta Seropédica ao meio e serve de limite entre diversos bairros em toda a sua extensão.



Como a BR-465 abrange a maior parte do seu terrítório, além de ser a única a passar pela sede do município, é através dela que circulam as linhas urbanas e rodoviárias que atendem à população seropedissense.




Até 1982, não existia transporte para a cidade do Rio de Janeiro. através de uma solicitação do vereador Carlos Albuquerque ao governo de Leonel Brizola, sendo secretário de transporte Brandão Monteiro, foi inaugurada a primeira linha de ônibus Seropédica x Central do Brasil, na época operada pela EVAL. Hoje, ainda é a única linha para o Centro da cidade do Rio de Janeiro.

As principais ligações de transporte do município se dão através dos ônibus intermunicipais para o Rio de Janeiro, Itaguaí, Nilípolis, Paracambi, Duque de Caxias e Volta Redonda a principal ligação com Seropédica, juntamente com o transporte alternativo entre o município e Itaguaí.

Embora se tenha a impressão de que todas essas ligações rodoviárias sejam suficientes, o município não possui linhas de ônibus urbano interbairros que atendam à população. a única linha municipal é a Jardim Maracanã x Seropédica que apenas atende à cinco bairros, que são: Fazenda Caxias, Boa Esperança, UFRRJ, Ecologia, INCRA e Jardim Maracanã.


Em 2010, através do decreto 751 de 7 de dezembro de 2010, regulamentou a lei Lei nº 339/2007 que dispõe das linhas de transporte alternativo complementar.

Com isso, foram criadas no âmbito do Município de Seropédica as seguintes linhas:



I - Linha Centro KM 49 x Bairro Ecologia;
II - Linha Centro KM 49 x Bairro São Miguel;
III - Linha KM 39 x Bairro Santa Sofia;
IV - Linha Bairro Santa Sofia x Rita Batista:
V - Linha Coqueiral x Centro KM 49 (Circular)

Ponto final das Kombis na Rua Rita Batista em Seropédica

Ainda na intenção de buscar opções de transportes para o município, em 2016 a Prefeitura Municipal de Seropédica se reuniu com representantes do DETRO-RJ para estudar a criação de quatro novas linhas intermunicipais, são elas:
Seropédica x Japeri (via RJ 125, passando pelo Distrito Industrial);
Seropédica x Santa Cruz (com conexão com o BRT);
Seropédica x Itaguaí (via Arco Metropolitano, passando pela Ilha da Madeira)
Seropédica X Duque de Caxias.

749P Belvedere x Santa Cruz via Av. Brasil extinta no início dos anos 90 após ser tranferida para a Expresso Real Rio

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Após atravessia do Valão dos Bois, estamos no Parque Jacimar, onde faremos acesso à RJ-099 ainda conhecida como Estrda do Piranema, ou ainda Reta de Piranema, devido ao seu traçado retilíneo.


Passamos pela Praça Castilho e vamos em direção à Itaguaí.

A Reta de Piranema foi aberta ao tráfego com asfaltamento ainda nos anos 60, com o objetivo de ligar Itaguaí a Antiga Estrada Rio-São Paulo, facilitando o acesso aos até então distritos de Seropédica e Paracambi.



Antes da abertura da Rodovia Rio-Santos, era a única estrada que ligava Mangaratiba ao Centro do Rio de Janeiro. Ocorre que a qualidade da manutenção dessa estrada, principalmente nos anos 90 em diante, não acompanhou o crescimento do volume do tráfego de automóveis que foram se acrescentando ano após ano. Essa via de comunicação chegou a ficar 20 anos sem um recapeamento completo.

Antiga 709P Paracambi x Vila Geni via Piranema (trajeto porteriormente alterado para Cacaria x Vila Geni)

Em 2004, diante da precariedade da estrada, a empresa Expresso Mangaratiba chegou a interromper a operação da linha 120T Caxias x Itaguaí via Piranema e a empresa Real Rio baixou orientação aos motoristas para trafegarem a até 40 km/h no trecho tal a precariedade da estrada naquele perímetro.

Mesmo com a inauguração do Arco Metropolitano, o volume de automóveis não diminuiu, mas sim aumentou devido a posição da estrada dentro da lógica imposta pelos investimentos portuários. Tornando-se um corredor logístico importante.

Ônibus da linha 434S atola deixando cerca de 30 passageiros com os pés cheios de barro - Foto: Danilo Aguiar

Ônibus da linha 434S atola deixando cerca de 30 passageiros com os pés cheios de barro - Foto: Danilo Aguiar
A Reta de Piranema continua tendo uma importância sem igual para a economia dos municípios de Itaguaí e Seropédica, pois agora, não é mais uma rodovia de passagem mas uma rodovia que constitui um corredor logístico para as duas cidades.

Estrada de Piranema  - Foto: Dilceia Norberto

Diariamente, caminhões, carros de passeio e todos que se utilizam dessa estrada estão precisando ter cuidado redobrado devido a quantidade de buracos que nascem e crescem se tornando crateras abertas no meio da estrada e dificultando a vida dos motoristas.



A RJ-099 embora ainda seja chamada de Estrada de Piranema, tem como nome oficial Rodovia Prefeito Abeilard Goulart de Souza.

No bairro Piranema há um pequeno povoado e a estrada de acesso ao CTR Santa Rosa. A linha segue na reta até chegar no distrito industrial, já no município de Itaguaí. Entre os empreendimentos, a região possuí o shopping Pátio Mix, o SESI/SENAI, e a Tyssenkroup.

No Distrito Industrial a RJ-099 cruza com a BR-101 Rodovia Rio-Santos e segue pelo centro urbano do município. Um pouco mais a frente chegamos ao Terminal Rodoviário de Itaguaí, de onde termina a nossa viagem.



Terminal Rodoviário Otoni Rocha

Inaugurado em 2011 nomeado Terminal Rodoviário de Itaguaí, teve seu nome alterado no ano seguinte.



O texto da Lei nº 3.017 aprovado na Câmara dos Vereadores no dia 23 de junho de 2012, alterou o texto da Lei de nº. 1.368/90 passando a ser chamado de Terminal Rodoviário Prefeito Otoni Rocha, em homenagem ao ex-prefeito que faleceu em março daquele ano.

Após a sua inauguração, o terminal passou a ser administrado de forma ilegal pela empresa Expresso Mangaratiba, que o "administrou" por 4 anos até ser impedida devido à fraudes na cobrança irregular do uso do espaço público.


Foto: Pablo Melo
Durante a antiga administração, era constante a presença de ônibus e vans piratas na rua lateral e até mesmo nas baias do terminal. Com a saída da Expresso Mangaratiba da administração, o terminalk passou a ser administrado pela SECTRANS.



A intervenção foi realizada no dia 5 de maio de 2015 e no dia 26 de junho a Prefeitura Municipal de Itaguaí nomeou através da PORTARIA Nº 2585/2015 o Servidor manuel Geraldo dos Santos, Matricula Funcional nº 41.137, como Responsável pelo gerenciamento do Terminal Rodoviário, instituído pela Lei Municipal nº 1.263/88.


Empresa se autointitula "administradora"

Entre os dias 1 e 4 de maio de 2015 a Secretaria Municipal de Transportes fez uma fiscalização no terminal rodoviário. O órgão montou uma força-tarefa composta por guardas municipais, agentes de trânsito e a Coordenação de Fiscalização do Comércio Ambulante de Itaguaí para verificar as condições em que se encontram o terminal.

Durante a operação, os agentes constataram que a empresa Expresso Mangaratiba vinha explorando comercialmente a rodoviária, a despeito dela ser um bem público. O que a secretaria encontrou foi algo inusitado, para não dizer ilegal: uma empresa de ônibus que realiza uma gestão privada do patrimônio público, além de cobrar indevidamente por espaços públicos.


Empresas que utilizam o terminal apresentaram à Sectran recibos de pagamentos realizados à Expresso Mangaratiba com valores superiores a R$ 3 mil. Na época, o funcionário da Expresso Mangaratiba, que assinava os recibos na condição de “administrador do terminal”, alegou que os valores eram “simbólicos”, e serviam para “ajudar na manutenção e pagamento dos funcionários”.




Além do que recebe das outras empresas, a Expresso Mangaratiba ainda cobrava dos usuários do terminal uma taxa de 1 real para a utilização dos banheiros.

O terminal rodoviário estava sob controle da Expresso Mangaratiba desde a gestão do ex-prefeito Charlinho, porém a prefeitura e a empresa nunca conseguiram explicar quem concedeu o benefício de administrar o terminal. Fontes ligadas ao governo Charlinho disseram que o prefeito teria determinado que um funcionário da Expresso fosse o “administrador” do terminal, sob a condição de “deixa-lo limpo e organizado”. Isso teria ocorrido ainda em 2011. O diretor de Serviços Concedidos da Sectran na época, Wanderson Viana, afirmou que a Expresso proibia que veículos de outras empresas fizessem parada no terminal.




Dados adicionais:

A linha teve origem na empresa Expresso Mangaratiba com trajeto variante da primeira linha da empresa, a São João de Meriti x Mangaratiba, que mais tarde veio a se tornar a 118T Caxias x Mangaratiba, atualmente extinta.



A linha mãe (118T) era operada junto a outras complementares, sendo elas:

453T Caxias x Cabuçu via Nova Iguaçu
456I Caxias x km 32 via Nova Iguaçu
120T Caxias x Itaguaí via Nova Iguaçu Piranema
456T Caxias x Itacuruçá via Nova Iguaçu /Piranema
452T Caxias x Muriqui via Nova Iguaçu /Piranema



Com o passar dos anos, a maioria das citadas acima eram operadas efetivamente apenas em épocas de grande demanda.



Além dessa região da Baixada Fluminense, a Expresso Mangaratiba pussuía uma gama de linhas que fazia a ligação de Duque de Caxias com a Zona Oeste da capital e outras entre a Zona Oeste e a Costa Verde Fluminense, atendendo em sua totalidade, 9 municípios do das Regiões Metripolitana e Costa Verde, sendo eles, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Seropédica, Itaguaí, Mangaratiba, Rio de Janeiro e Nova Iguaçu.




Esse grande domínio começou a ser dizimado em janeiro de 2017. Através de uma determinação publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro no dia 6 de janeiro, o Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro a empresa perdeu a concessão de cinco linhas no eixo Avenida Brasil. As linhas foram entregues às empresas de Transporte Flores e Auto Viação Reginas.



São elas:

451T Duque de Caxias – Campo Grande via Éden
117T Duque de Caxias – Mangaratiba via Campo Grande
564T Duque de Caxias – Campo Grande via Parada de Lucas
1904T Duque de Caxias – Campo Grande
2904T Duque de Caxias – Santa Cruz



Ainda em 2017, uma nova determinação do 
DETRO-RJ publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro no dia 31 de março,  suspende a concessão total das linhas da Expresso Mangaratiba. 



Com isso, suas linhas foram distribuídas conforme setor operacional entre as empresas Auto Viação Reginas, que desde janeiro daquele ano já vinha operando outras quatro, as empresas Expresso Real Rio, Expresso Recreio receberam cinco e sete linhas respectivamente.



Antes dessa sequência de intervenções, a Expresso Mangaratiba em uma reorganização operacional, havia tranferido algumas de suas linhas para a Viação Costeira, 
fruto de uma cisão realizada pela Expresso Mangaratiba em 1996 para assumir o transporte municipal em Mangaratiba e em 2010 passou a operar também uma linha licitada em pool ligando Nova Iguaçu à Barra da Tijuca. 

As linhas oriundas da Expresso Mangaratiba não duraram muito tempo nas mão da Viação Costeira, no dia 10 de agosto ainda de 2017, uma nova determinação do DETRO-RJ determinou a intervenção das 10 linhas que ela havia recebido.

Para atender as linhas, foram convocadas novamente as empresas Expresso Recreio e Transportes Flores, assim como  a Viação Ponte Coberta.



A Expresso Recreio ficou então responsável pela ligação Itaguaí-Mangaratiba, Já a Viação Ponte Coberta, assumiram o setor que atende basicamente a Estrada do Madureira e Estrada de Piranema, nas regiões de Nova Iguaçu, Cabuçu, Km 32 e Seropédica, considerado uma área de operação já dominada pelo grupo que as recebeu.

Sendo assim, a linha 120T Duque de Caxias x Itaguaí via Nova Iguaçu, passou a ser operada pela empresa de Transportes Flores.




Referências Bibliográficas

CODERTE - Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Rio de Janeiro, Notícias de Nova Iguaçu, Seropédica Online, A Noite, Diário do Grande ABC, Folha Online, Cia de Ônibus, ASCOM Prefeitura Municipal de Mesquita, Diário de Notícias, Cultura e Info, ALERJ - Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Lia Matos, Ônibus Brasil, Estações Ferroviárias, Editora Globo SA
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