Rotas Fluminenses: 511Q Niterói x Imbariê via Magé

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Dados da linha:
Linha: 511Q Niterói x Imbariê via Magé
Empresa: RJ 142 Expresso Rio de Janeiro
Tipo: Urbana Intermunicipal

A linha parte do Terminal Rodoviário João Goulart, de onde partem as linhas intermunicipais e municipais da cidade de Niterói.



Seguindo pela Avenida Visconde do Rio Branco, entramos na Avenida Feliciano Sodré seguimos até a Praça Dom Agostinho Benassi. Então a partir dali continuamos a nossa viagem pela Alameda São Boaventura, onde passamos pelo Corredor Metropolitano.

Por esse corredor a linha faz parada em três pontos em toda sua extensão no bairro do Fonseca até o início da Estrada RJ-104 Rodovia Niterói-Manilha.

Na RJ-104 seguimos por uma região de relevo em serras conhecido como "Mar de Morros" e começamos a descida no bairro do Baldeador.

Em Santa Bárbara encontramos a RJ-100, via que liga o Barreto ao Rio do Ouro servindo em sua extensão como limite entre os municípios de Niterói e São Gonçalo.

O trecho entre Santa Bárbara e Maria Paula é compartilhado entre as duas estradas. A partir de Maria Paula, a RJ-100 segue por dentro do bairro passando pelo Arrastão até o entroncamento com a RJ-106 no Rio do Ouro.

Chegamos em Tribobó e passamos pelo trevo de entroncamento com a RJ-106, que liga a RJ-104 desse ponto até Cabiúnas em Macaé, onde encontra com a BR-101 Rodovia Governador Mário Covas.

Chegamos no Colubandê e rapidamente passamos pela Almerinda, Jardim Alcântara e Raul Veiga. Aqui cruzamos a Avenida Jornalista Roberto Marinho (antigo leito da Estrada de Ferro de Maricá) e vamos em direção à Alcântara.

Chegamos em Alcântara, um bairro bem movimentado e com grande concentração comercial.
Alcântara teve origem na década de 20 quando em 1927 foi inaugurada a estação Lampadosa, que mais tarde veio a se chamar Pedro de Alcântara, em homenagem ao imperador brasileiro Dom Pedro de Alcântara.

Na década de 40 essa ferrovia recebe um cruzamento próximo à estação. Foi a construção da RJ-104 Rodovia Niterói-Manilha. A RJ-104 foi construída no traçado da antiga Estrada Geral que fazia ligação das antigas fazendas do município (Pachecos e Santa Izabel) à sua sede (Centro) e aos antigos portos do município.
Na década de 1970, foi construído, sobre o cruzamento com a Estrada de Ferro de Maricá um viaduto ao longo da RJ-104 e, logo depois, sob o mesmo, foi instalado o Terminal Rodoviário Jayme Mendonça Campos.


Seguimos pela Rodovia Niterói-Manilha e passamos pelos bairros Laranjal, Jardim Catarina, Santa Luzia Vista Alegre e por último o Bom Retiro, deixando então o município de São Gonçalo após a travessia da ponte sobre o Rio Goiana, afluente do Rio Marambaia.

Agora em Itaboraí, estamos em Marambaia e após a Vila Brasil chegamos em Manilha após atravessarmos o Rio Virgem.

Manilha é um dos oito distritos de Itaboraí e possuí a maior parte de seu território urbanizado, fato que se deu devido a sua proximidade com as estradas e os entroncamentos rodoviários.

Chegando ao Trevo de Manilha, passamos rapidamente pela BR-101 Rodovia Governador Mário Covas, administrada pela Concessionária Autopista Fluminense. Em aproximadamente 250M trafegamos pela BR-101 até o acesso à BR-393 Rodovia de Contorno da Guanabara.


Arco Metropolitano

A Estrada RJ-109 teve sua construção iniciada em 2008 em cima do projeto que foi entregue em 1970. Sua construção se deu em parceria do Governo do Estado do Rio de Janeiro com o DNIT.
Atualmente 71 quilômetros ligam a BR-101 Rodovia Rio-Santos em Itaguaí e a BR-040 Rodovia Washington Luiz em Duque de Caxias.
Foto: Reprodução

A segunda etapa do projeto vai da BR-040 até o entroncamento com a BR-493 Rodovia do Contorno da Guanabara em Magé. A partir daí, o traçado do Arco Metropolitana acompanha a BR-493 que é o último trecho que deve ser duplicado pelo Governo Federal até o trevo de Manilha em Itaboraí.

A intenção é chegar com o Arco Metropolitano até o município de Maricá, passando em trechos das rodovias RJ-106 e RJ-114.

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Agora na BR-493 adentramos o distrito de Itambi, passamos pelos bairros Monte Verde, Parque Aurora, Jardim Itambi, João Caetano e Itambi. Todos possuem a mesma característica, além de serem pouco desenvolvidos economicamente, a região de baixa densidade demográfica possui poucos vilarejos às margens da Rodovia.

Na altura da Estrada Prefeito João Batista Caffara havia o cruzamento com a Estrada de Ferro Linha do Litoral, que teve o tráfego de trens interrompido em 2006. Mais a frente, alcançamos às margens da APA - Área de Proteção Ambiental de Guapimirim e ao atravessarmos a ponte sobre o Rio Caceribu chegamos em Guapimirim no bairro Gleba 7.


APA - Área de Proteção Ambiental de Guapumirim


Foto: reprodução
Localizada no fundo da Baía de Guanabara, a área de proteção ambiental abrange os municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Guapimirim e Magé. Com extensão de 14.340 hectares, abriga a maior área de manguezal preservada do estado.

Criada em 25 de setembro de 1984 através  do decreto federal de nº. 90.225, a APA Guapimirim 

Além da grande área de manguezais, a APA possui regiões ocupadas por zonas agrícolas e pequenos núcleos de pescadores, assim como populações de baixa renda que são conscientes da preservação do ecossistema e uso racional do solo.


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Chegando em Vale das Pedrinhas, passamos em frente ao pórtico de entrada do distrito. Ali se inicia a Rua Dois, uma rua que liga a BR-493 nesse distrito à BR-116 em Citrolândia. Há projetos para tornar esta estrada com 10,60km em uma rodovia estadual, cuja sigla será RJ-112.

Em frente na BR-493, seguimos até alcançar o Canal Magé-Mirim, esse limita os municípios de Guapimirim e Magé, onde chegamos no Jardim Nossa Senhora da Piedade e em instantes estamos no Centro de Magé.

Entramos na Avenida Simão Mota e adentramos o Centro em direção ao Terminal Rodoviário de Magé, que fica a beira da Estrada de Ferro Leopoldina, no atual ramal de Guapimirim..



A linha passa próximo ao ponto final das demais linhas da Expresso Rio de Janeiro e em seguida segue de volta à BR-493 Rodovia Raphael de Almeida Magalhães passando pela Rua João Valério.
O atual trecho denominado Rua João Valério foi aberto durante a construção da Estrada de Ferro de Teresópolis, que fazia a ligação do Porto de Piedade com o município de Teresópolis, na Região Serrana.



Saracuruna x Visconde de Itaboraí

Inaugurada em 1926, a linha ligando Saracuruna a Visconde de Itaboraí foi projetada e construída pela Leopoldina. A linha projetada em 1890 levou 36 anos para sair do papel devido à diversas burocracias que surgiram no decorrer desses anos.
A linha cruzava a antiga ferrovia E. F. Mauá na estação de Entroncamento, hoje Bongaba. A linha Saracuruna-Porto das Caixas está ativa para trens que ligam Saracuruna a Guapimirim, entrando pelo antigo ramal de Teresópolis.



Estrada de Ferro de Teresópolis


Resquícios próximo à estação Barreira do Soberbo
Inaugurada em 1908, a E.F. de Teresópolis teve sua construção iniciada em 1986 a linha partia do Porto de Piedade e seguia até o Alto Teresópolis. Com a encampação da Estrada de Ferro Central do Brasil, a linha em 1919 foi prolongada até a Várzea de Teresópolis.



Na década de 30 0 trecho entre o Porto de Piedade e Magé foi suprimido e os trens com destino à Teresópolis partiam da estação Barão de Mauá.

Em 1957 as operações são transferidas da Central do Brasil para a Leopoldina que suprimiu o trecho entre Guapimirim e Várzea Teresópolis.







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No Km 25 da rodovia passamos sobre o ramal de Guapimirim, antigo ramal Saracuruna-Porto das Caixas e em alguns metros passamos pela praça do pedágio da Concessionária Rio-Teresópolis e no Trevo de Santa Guilhermina, que fica no entroncamento das rodovias BR-116 Rio Teresópolis e BR-493 Rodovia  do Contorno da Guanabara.

Acessamos a BR-116 no sentido Rio de Janeiro e passamos pelo parque Boneville. Após a travessia do Rio Suruí chegamos ao distrito como mesmo nome e a BR-116 recebe a denominação Rodovia Santos Dumont.

Após a localidade de Santa Dalila atravessamos o Rio Inhomirim e em Bongaba entramos à direita na continuação da Avenida Santos Dumont que nos levará até o bairro Piabetá passando pelo Jardim Novo Horizonte.

A Avenida Santos Dumont no trecho entre a BR-116 e a estação ferroviária de Piabetá tem seu trajeto às margens do leito da primeira ferrovia do Brasil.


Estrada de Ferro Mauá

Em 1854 teve seu primeiro trecho inaugurado entre Guia de Pacobaíba no Porto de Mauá até Fragoso. Dois anos depois chegou à Raiz da Serra e em 1986 chegava à cidade de Petrópolis.



Guia de Pacobaíba - 1920 - autor desconhecido

Em 1986 a linha é incorporada à Estrada de Ferro Leopoldina que já havia alcançado Piabetá com a Linha do Norte. Sendo assim, a ligação Piabetá-Guia de Pacobaíba passou a ser utilizada como ramal até a década de 1960, quando teve seu tráfego suprimido. O trecho entre Guia de pacobaíba e Piabetá possuía 3 paradas, Caiubá, Calafate e Cassebu.





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Chegando em Piabetá passamos pela Rodoviária e entramos na Avenida Governador Roberto Silveira atravessando a passagem de nível no cruzamento com o ramal de Vila Inhomirim.

No Parque Sayonara entramos na RJ-107 Avenida Automóvel Clube e seguimos em direção à Parada Angélica passando pelo Parque Caçula. Após passarmos pela ponte sobre o Rio Estrela deixamos Magé e chegamos em Parada Angélica no município de Duque de Caxias.

Ao chegar na Praça de Parada Angélica entramos na Avenida Coronel Sisson e seguimos pelo bairro Santa Lúcia até então chegarmos em Imbariê.

Passamos entre a Praça de Imbariê e a estação ferroviária e logo em seguida atravessamos a passagem de nível sobre o ramal de Vila Inhomirim e a Avenida Almirante Cochrane, seguindo então a Rua Venceslau Brás.

Por aqui fazemos um contorno no quarteirão e voltamos em direção à estrada de ferro, onde atravessamos novamente a passagem de nível começando a viagem de volta à Niterói. O ponto regulador da linha fica em frente à estação ferroviária de Imbariê.


Origem de Imbariê



Imbariê é o terceiro distrito do município de Duque de Caxias e está localizado na Baixada Fluminense.

A palavra baixada significa ‘área baixa em relação à outras’. E a palavra fluminense vem do radical latino Flumem, que significa ‘rio’. Assim, a Baixada Fluminense pode ser definida como “lugar entre rios” ou “terras de muitas águas” (SANTOS SOUZA, 1996).

Compondo a região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense está situada entre o litoral e a Serra do Mar. Trata-se, realmente, de uma área cortada por inúmeros rios que nascem nas serras e desaguam na Baia de Guanabara.


Devido à esta condição natural, é comum a existência de áreas pantanosas e alagadiças na região, que acumulam sedimentos (barro) e dificultam a ocupação humana.


Os índios Tupis-Guaranis, primeiros habitantes da Baixada Fluminense, chamavam estas terras de Imbariê (água suja) devido ao aspecto barrento das águas dos rios e dos pântanos da região. Na sabedoria dos índios, estas águas eram impróprias para o consumo.

Histórico



Foto: Reprodução
Imbariê era o antigo município Vila da Estrela e seu centro ficava onde hoje é a Vila Sapê. Serviu como o início do Caminho do Ouro e seu porto, junto ao Rio Estrela era o mais importante do país, responsável pelo descarregamento do ouro chegado de Minas Gerais.

Com a chegada da ferrovia, Vila da Estrela foi perdendo a importância, tendo o porto se transferido para Guia de Pacobaíba (atual Praia de Mauá) seguindo via trem para Minas. Mas a derrocada veio mesmo com o surto de febre amarela e cólera surgido com o assoreamento do Rio Estrela que ficou no abandono, exterminando a maioria da população na época e os que sobreviveram, fugiram...

Por isso o nome Imbariê, dado pelos indígenas devido a esse surto.
Ainda hoje se conserva as ruínas do antigo município como a primeira Igreja católica chamada Nossa Senhora da Estrela e que se encontra em ruínas.


O atual Centro de Imbariê foi povoado pelos descendentes do antigo município que por um tempo pertenceu à Magé e posteriormente com a emancipação de Vila Meriti de Nova Iguaçu, passou a pertencer ao novo município de Duque de Caxias.
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Informações complementares:

A linha teve origem na Viação CROL (Coletivos Rio do Ouro Ltda) que nos anos 70 começou a se desfazer de suas linhas e nos anos 80 deixou de existir vendendo a concessão das suas linhas do setor Maricá para a Viação Nossa Senhora do Amparo.

Setores de Operação:
Maricá - VNS. Amparo
São Gonçalo - Viação Rio do Ouro
São Gonçalo/Itaboraí/Magé - COGEL Coletivos Magé Ltda




A Coletivos Magé Ltda também saiu de cena nos anos 70 deixando então as suas linhas para a Rio Ita que criou a Expresso Rio de Janeiro nessa época para assumir parte desse lote, ficando então a Rio Ita com as linhas para Itaboraí e a Expresso Rio de Janeiro com as linhas para Itaboraí.




Expresso Rio de Janeiro

121Q Magé x Niterói
Magé x São Gonçalo
* Atualmente 122Q Magé x Alcântara
123Q Magé x Itaboraí
458M Andorinhas x Niterói
511Q Piabetá x Niterói



Rio Ita

Porto das Caxias x Niterói
* Atualmente 124M Itaboraí x Niterói
Itaboraí x São Gonçalo (Atualmente extinta)
MB36 Itaboraí x Alcantara




A linha 511Q foi operada por muitos anos pela Transturismo Rio Minho, também pertencente ao Grupo Rio Ita. A Transturismo Rio Minho já possuía outras linhas passando pela região e a linha 511Q era utilizada como apoio.




Com a estruturação da Expresso Rio de Janeiro em 2010, a linha 511Q e outras do setor Magé da Transturismo Rio Minho passaram a ser operadas por ela.



Referências Bibliográficas

Legisla Itaboraí, Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes, Expresso Rio de Janeiro, Viação Nossa Senhora do Amparo, Autopista Fluminense, Colégio Estadual Fernando Figueiredo, Mobilidade Fluminense, Imbariê Oficial, Câmara Municipal de Duque de Caxias, Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro, R7 Notícias, Estações Ferroviárias, Cia de Ônibus, Ônibus Brasil, Departamento de Transporte Rodoviário.
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