100 "martelinhos de segurança" são roubados de ônibus do BRT

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A sequência de furtos de um item de segurança dentro da estações e ônibus do BRT preocupa passageiros.


Mais de 100 martelinhos foram levados, de abril até julho deste ano, o que representa 1 por dia, segundo o consórcio responsável pelo serviço.

Usuários do transporte notaram a falta dos equipamentos, que ficam ao lado das saídas de emergência e devem ser usados em situações que representam risco aos passageiros. Os episódios de furto são mais recorrentes são nos corredores Transcarioca e Transoeste.

Fausto Gullo, que é usuário do transporte, lembra a importância do equipamento:

"Eu costumo pegar o BRT pelo menos duas vezes por semana e comecei a observar que arrancaram ou caíram aqueles martelinhos que quebram os vidros. E são vidros resistentes, que sem eles é difícil de quebrar, uma mão pesada ou um soco não quebram um vidro daqueles. Só com o martelinho. E isso é uma constante. Em caso de um tombamento ou um incêndio do ônibus, a fuga fica prejudicada."

De acordo com o consórcio BRT, os próprios passageiros levam os martelinhos que são usados para quebrar gelo em residências e comércios.

A diretora de Relações Institucionais do BRT, Suzy Balloussier, conta que essa prática ocorre constantemente nos articulados e causa prejuízos:

"O furto do martelinho talvez seja o episódio mais recorrente que a gente tem entre vandalismo, furto de equipamento... E ele causa um grande prejuízo para o sistema como um todo, porque de imediato o passageiro fica sem um item de segurança. Nesse mesmo tempo que a gente demora para poder repor um martelinho, é o tempo em que a gente pode ser multado pela SMTR, passar por uma fiscalização e tomar uma multa de mil reais...", afirma a diretora.

Em algumas situações, a reposição do martelinho dura até 24 horas. A prefeitura multa o consórcio todas as vezes em que é constada a ausência do equipamento.

Um grupo da Guarda Municipal estava previsto para atuar nos corredores do BRT, para combater os atos de vandalismo. O projeto, criado no começo da gestão do prefeito Marcelo Crivella, não teve a conclusão finalizada.
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