Rotas Fluminenses: 738P Campo Grande x Ilha da Madeira

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Dados da linha:
Linha: 738P - Campo Grande x Ilha da Madeira
EmpresaRJ 133 - Expresso Real Rio
Tipo: Urbana Intermunicipal

Seu ponto inicial fica na Rua Campo Grande, no bairro com o mesmo nome. Dali também saem as linhas 737P e 739P da mesma empresa e outras linhas de outras empresas.



Saindo do ponto, seguimos em direção à Estrada da Caroba e pela Estrada das Capoeiras acessamos a Estrada Rio do A. Todas essas no centro do bairro nos dá acesso à uma das principais vias percorridas pela linha, a Estrada Rio-São Paulo, que servirá de caminho desde Campo Grande até o Parque Jacimar, no município de Seropédica, local esse marcado pelo entroncamento da BR-465 com a RJ-099 Estrada do Piranema.

No decorrer da Estrada Rio São Paulo, percorremos diversos sub-bairros de Campo Grande, que possui inúmeros devido à sua extensão de 119,13 km² (119 km), sendo o segundo bairro mais extenso do município, atrás somente de Guaratiba com seus 139 km quadrados.

Cidade de Campo Grande - Título Honorífico

Em 1968, o então governador do estado da Guanabara, Francisco Negrão de Lima, promulgou a Lei 1627/68 reconhecendo a localidade de Campo Grande como cidade. Apesar disso, Campo Grande ainda é tido como um bairro do Rio de Janeiro.



Lei número 1.627, de 14 de junho de 1968, projeto do deputado Frederico Trotta. O governo do estado da Guanabara, faço saber, que a assembléia legislativa do estado da Guanabara aprovou o projeto de lei número:181 de 1967 e eu promulgo, de acordo com o artigo 26, 3°, da constituição do estado, a seguinte lei: Art. 1° - É reconhecida como "Cidade" a localidade de Campo Grande, passando a denominar-se Cidade de Campo Grande. Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor, na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Rio de Janeiro, 14 de Junho de 1968 - 80° da república e 9° do estado da Guanabara.

Apesar de Campo Grande preservar características rurais até 1960, o desenvolvimento da malha viária e transportes rodoviários trouxeram uma nova dinâmica ao local, interferindo na produção e expansão do espaço urbano. Por essa razão, é necessário recorrer à evolução dos meios de transporte em Campo Grande para entender seu crescimento.


Uma viagem nos 20 km da linha Ilha levava 2 horas
Não há ilha em Campo Grande - o nome é uma corruptela de William, um proprietário de terras da área

No primeiro momento, vê-se a importância das linhas férreas como frente de expansão da malha urbana. A movimentação de pessoas nas estações ferroviárias possibilitou que próximo a elas se desenvolvessem núcleos de comércio e serviços. O trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II que passa por Campo Grande foi inaugurado em 1878, propiciando o melhor acesso ao centro da cidade. Apesar da expansão que a chegada das ferrovias proporcionou aos lugares distantes do centro, o adensamento era concentrado no entorno delas, já o modelo rodoviário urbano é fator de crescimento disperso e de espraiamento da cidade, e diante disso, faz-se notório apontar que este fato teve relevância para a expansão dispersa do bairro, através das grandes avenidas implantadas anteriormente à primeira metade do século XX, como a Avenida Brasil e a antiga Estrada Rio São-Paulo.

Outra vertente do processo de transformação do solo urbano está ligada às atividades produtivas. A fim de direcionar o sentido da descentralização industrial do município, na década de 1960, o Governo Estadual implantou os Distritos Industriais de Campo Grande, Paciência, Palmares e Santa Cruz, todos situados na Zona Oeste, às margens da Avenida Brasil, transformando estes bairros em nova frente de expansão do setor. Por último vale destacar a chegada do primeiro shopping em Campo Grande em 1997, garantindo ainda mais sua proeminência.

Se antes, já era considerado um centro comercial abastado devido suas atividades, o shopping favoreceu o aumento da dinâmica econômica e de serviços na região, trazendo de forma desordenada e segundo os interesses do capital privado, a infraestrutura necessária. A construção do primeiro shopping impulsionou a oferta de infraestrutura urbana e serviços. A circunvizinhança rapidamente recebeu os impactos positivos, como a duplicação da Estrada da Posse e da Estrada do Mendanha e as novas linhas de ônibus. 



Ainda foram visíveis melhorias na iluminação pública, no saneamento e melhor qualidade e quantidade de serviços, como agências bancárias, lojas diversificadas, estacionamento, clínicas e restaurantes no entorno da construção. Foi neste período implantado também o Projeto Rio-Cidade, da prefeitura, com vistas à modernização e revitalização dos subcentros. As transformações dessas áreas são conduzidas pelo Estado, em parceria com a indústria de construção civil, que irão criar novos locais que sirvam à lógica do capital.

A estrutura viária implantada fortalece o desenvolvimento de Campo Grande e sua ocupação. A Avenida Brasil e a antiga Estrada Rio-São Paulo são eixos estruturantes da cidade, pois encontram-se com outras vias de importância estadual e interestadual, como é o caso das Rodovias Rio-Santos e Presidente Dutra.



A primeira permite o acesso à região sul-fluminense e a segunda a Seropédica e Nova Iguaçu, além disso, as duas rodovias culminam no estado de São Paulo.


Terminal Rodoviário de Campo Drande - Foto: Reprodução da internet

Os principais eixos de conexão com a cidade são em direção à Barra da Tijuca através das Estradas do Mato Alto e do Margarça, e à Zona Norte e Centro, pela Avenida Brasil. No âmbito local, as vias largas e viadutos facilitam o acesso em direção aos bairros vizinhos.

A rodoviária e ruas próximas, contam com cerca de vinte linhas de ônibus que fazem cursos intermunicipais e um interestadual, e segundo a prefeitura, 40% da frota da Zona Oeste passa por Campo Grande. Além, disso é necessário destacar a importância do trem e transporte alternativo para a locomoção pela cidade, este muitas vezes oferece trajetos diferenciados, não concedidos pelos ônibus regulares.


Tráfego no centro de Campo Grande - Foto: Reprodução da internet
O recente crescimento econômico e imobiliário de Campo Grande não exclui problemas atrelados ao fato de estar inserido em uma região periférica da cidade, com infraestrutura limitada e escasso investimento planejado do poder público. As centralidades urbanas são cheias de rupturas e continuidades, diferenças e identificações. Neste sentido, encara-se Campo Grande como centralidade das periferias e periferia do município. Dito isto, percebe-se que a descrição da circulação viária merece uma contextualização mais profunda, de modo a rechaçar a aparente mobilidade.

A distância entre a área central e o bairro – cerca de 50 km – torna o local quase que outra cidade, já que municípios da região metropolitana apresentam a mesma distância ou menos do centro do Rio de Janeiro. Desta forma, no intuito de proporcionar mais conforto aos passageiros devido ao “longo caminho a percorrer” e aos engarrafamentos constantes, algumas linhas chegam a cobrar R$16,50 neste trajeto.



Já trajetos para a Taquara, Praça Seca e Freguesia (bairros da Zona Oeste) são oferecidos apenas pelo transporte alternativo, o que obriga o cidadão a utilizá-los mesmo considerando sua qualidade duvidosa e custos mais elevados que o transporte regular. Outra possibilidade são os trens, contudo, estes não comportam a grande quantidade de passageiros. Além disso, as condições de deslocamento são dificultadas pela pequena frota de ônibus, quando comparada a de outras regiões. É necessário ressaltar que, apesar de o bairro contar com este precário serviço de transporte, a circunvizinhança está munida de opções ainda piores, com exceção de Bangu.


Transporte alternativo em Campo Grande - Foto: Reprodução da internet
Devido à insuficiência do transporte regular, kombis e vans são utilizadas cada vez mais pela população, estas “opções alternativas” são controladas por organizações paramilitares muito perigosas (milícias), que vem sendo alvo de diversas denúncias e investigações pelo poder público. Esta dificuldade de mobilidade com frotas escassas e mal equipadas, somadas às grandes distâncias contribuem para a ampliação dos serviços de baixa qualidade e informalidade.


Terminal de Integração do Mato Alto - Foto: Roberto Moreyra


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Dentre os sub-bairros percorridos estão o Souza, Vila Magali, Jardim da Luz, Figueiras, Alessandra, Amazonas, Macedo, Jardim Letícia, Elisa Maria, Jardim Paulista, Jardim Campo Belo e Distrito Industrial, onde passamos sobre a BR-101 Avenida Brasil através do Viaduto Engenheiro Oscar de Brito.


Após o viaduto passamos pelo posto da Polícia Rodoviária Federal e pela AMBEV. Atravessando a ponte sobre o Rio Guandu-Mirim chegamos ao bairro Iguaçuano de Parque São Francisco, local conhecido por Km 32 devido à antiga numeração rodovia.

Devido à falta de sinalização, passarelas e até mesmo de agentes de trânsito, o trânsito funciona de acordo com bom senso de cada um, e isso também traz consequências na fluidez do tráfego. Em horários de pico se perde muito tempo de viagem entre o Viaduto Oscar de Brito e o Trevo de entroncamento com a RJ-105 Avenida Abílio Augusto Távora. No sentido oposto, a lentidão vai desde o bairro Prados Verdes até a Praça do Km32.



Chegamos ao Jardim Guandu, onde está localizada a Estação de Tratamento de Água que abastece grande parte da Região Metropolitana do estado.

Entre este ponto da rodovia e o Jardim Central, passamos pela Nova e pela Velha estação de tratamento.


O trecho entre o Jardim Paraíso e o Viaduto Oscar de Brito foi por vários anos paralelo a uma ferrovia que teve grande importância.


Ramal Carlos Sampaio (Austin) - Santa Cruz


No dia 5 de fevereiro de 1929, ocorreu a inauguração do ramal Carlos Sampaio x Santa Cruz, com 34 km de extensão, ligando a estação de Carlos Sampaio da Linha Auxiliar até Santa Cruz no Ramal de Mangaratiba, passando por Austin na Linha do Centro.


Saída da Estação Austin - Foto: Reprodução da internet
Com isso são inauguradas as estações de Cabuçu, Engenheiro Araripe, Engenheiro Heitor Lira e a Estação Marapicu que não chegou a ser inaugurada.




O ramal durou pouco tempo, pois o trecho Santa Cruz - Cabuçu foi fechado em 1932, restando apenas o tráfego de trens de serviço entre Cabuçu e Carlos Sampaio até 1948, quando o ramal foi totalmente erradicado com o início das obras de construção da Rodovia Presidente Dutra.



A Estação Engenheiro Araripe ficava no Jardim Paraíso, há alguns metros na Rua Engenheiro Araripe.








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A atual BR-465 é uma das partes daquela que foi a principal rodovia que ligava as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo até a década de 1950. Com a implementação da BR-2 (atual Rodovia Presidente Dutra) optou-se por um novo traçado para o trecho próximo à cidade do Rio de Janeiro, passando por Nova Iguaçu, com isso o trecho entre os quilômetros 31 e 54 passou a constituir parte da BR-465.

Foto: Reprodução da internet
A outra parte dessa antiga rodovia, presente na região Sul Fluminense, é hoje a RJ-139, que passa pelo distrito de Passa Três, em Rio Claro e segue até Bananal-SP.

Na atualidade, a BR-465 vem se tornando um empecilho à melhoria do tráfego próximo à cidade do Rio de Janeiro. Com a saturação de vias como a Rodovia Presidente Dutra, Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela, a Estrada Rio–São Paulo, se fosse duplicada e modernizada, poderia configurar-se numa excelente opção para desafogar estas vias. Serviria de entrada "por trás" da parte principal da capital fluminense, desviando grande parte do tráfego, principalmente o direcionado à Zona Oeste do Rio de Janeiro, funcionando como um grande atalho.


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Entre o Trevo e a ponte sobre o Rio Guandu, ainda estamos na cidade de Nova Iguaçu, que abrange 8 km da rodovia. Após atravessarmos a ponte chegamos na Vila Jardins no município de Seropédica.




BR-465 no limite entre Nova Iguaçu e Seropédica - Foto: Reprodução da internet
Muitos consideram toda extensão da via até entroncamento com a Estrada do Piranema como Campo Lindo, porém há outros bairros dois bairros. Um deles é o Vila Jardins e o outro é o Parque Jacimar.



Continuamos a viagem pela Estrada Rio-São Paulo, agora entre os bairros de Campo Lindo e Vila Jardins, um em cada lado da rodovia.
A BR-465 corta Seropédica ao meio e serve de limite entre diversos bairros em toda a sua extensão.

Além da Rio-São Paulo, o município conta com:

BR-116 Rodovia Presidente Dutra
Liga a cidade do Rio de Janeiro à São Paulo

BR-493 Arco Metropolitano
Liga a BR-101 em Itabiraí à BR-101 em Itaguaí

RJ-099 Estrada de Piranema
Liga a BR-101 em Itaguaí à BR-101 em Seropédica

RJ-125 Estrada de Miguel Pereira
Liga a BR-116 em Seropédica à BR-393 em Vassouras

RJ-127 Estrada do Cabral
Liga a BR-116 na divisa entre Seropédica, Paracambi e Itaguaí à BR-393 em Vassouras


Como a BR-465 abrange a maior parte do seu terrítório, além de ser a única a passar pela sede do município, é através dela que circulam as linhas urbanas e rodoviárias que atendem à população seropedissense.




Até 1982, não existia transporte para a cidade do Rio de Janeiro. através de uma solicitação do vereador Carlos Albuquerque no governo de Leonel Brizola, sendo secretário de transporte Brandão Monteiro, foi inaugurada a primeira linha de ônibus Seropédica x Central do Brasil, na éoca operada pela EVAL. Hoje, ainda é a única linha para o Centro da cidade do Rio de Janeiro.

As principais ligações de transporte do município se dão através dos ônibus intermunicipais para o Rio de Janeiro, Itaguaí, Nilípolis, Paracambi, Duque de Caxias e Volta Redonda a principal ligação com Seropédica, juntamente com o transporte alternativo entre o município e Itaguaí.

Embora se tenha a impressão de que todas essas ligações rodoviárias sejam suficientes, o município não possui linhas de ônibus urbano interbairros que atendam à população. a única linha municipal é a Jardim Maracanã x Seropédica que apenas atende à cinco bairros, que são: Fazenda Caxias, Boa Esperança, UFRRJ, Ecologia, INCRA e Jardim Maracanã.

Em 2010, através do decreto 751 de 7 de dezembro de 2010, regulamentou a lei Lei nº 339/2007 que dispõe das linhas de transporte alternativo complementar.

Com isso, foram criadas no âmbito do Município de Seropédica as seguintes linhas:

I - Linha Centro KM 49 x Bairro Ecologia;
II - Linha Centro KM 49 x Bairro São Miguel;
III - Linha KM 39 x Bairro Santa Sofia;
IV - Linha Bairro Santa Sofia x Rita Batista:
V - Linha Coqueiral x Centro KM 49 (Circular)

Ponto final das Kombis na Rua Rita Batista em Seropédica

Ainda em na intenção de buscar opções de transportes para o município, em 2016 a Prefeitura Municipal de Seropédica se reuniu com representantes do DETRO-RJ para estudar a criação de quatro novas linhas intermunicipais, são elas:
Seropédica x Japeri (via RJ 125, passando pelo Distrito Industrial);
Seropédica x Santa Cruz (com conexão com o BRT);
Seropédica x Itaguaí (via Arco Metropolitano, passando pela Ilha da Madeira)
Seropédica X Duque de Caxias.

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Ainda na Estrada Rio-São Paulo, atravessamos o Valão dos Bois e estamos entre os bairros Parque Jacimar e INCRA. Alguns metros à frente estamos no entroncamento com a Estrada de Piranema, a qual seguiremos a partir de agora.

A Reta de Piranema foi aberta ao tráfego com asfaltamento ainda nos anos 60, com o objetivo de ligar Itaguaí a Antiga Estrada Rio-São Paulo, facilitando o acesso aos até então distritos de Seropédica e Paracambi.

Antes da abertura da Rodovia Rio-Santos, era a única estrada que ligava Mangaratiba ao Centro do Rio de Janeiro. Ocorre que a qualidade da manutenção dessa estrada, principalmente nos anos 90 em diante, não acompanhou o crescimento do volume do tráfego de automóveis que foram se acrescentando ano após ano. Essa via de comunicação chegou a ficar 20 anos sem um recapeamento completo.

Antiga 709P Paracambi x Vila Geni via Piranema (trajeto porteriormente alterado para Cacaria x Vila Geni)

O último recapeamento ocorreu em 2005 através de investimento com recursos próprios da Prefeitura de Itaguaí. Em 2004, diante da precariedade da estrada, a empresa Expresso Mangaratiba chegou a interromper a operação da linha Caxias x Itaguaí via Piranema e a empresa Real Rio baixou orientação aos motoristas para trafegarem a até 40 km/h no trecho tal a precariedade da estrada naquele perímetro.

Mesmo com a inauguração do Arco Metropolitano, o volume de automóveis não diminuiu, mas sim aumentou devido a posição da estrada dentro da lógica imposta pelos investimentos portuários. Tornando-se um corredor logístico importante.

Ônibus da linha 434S atola deixando cerca de 30 passageiros com os pés cheios de barro - Foto: Danilo Aguiar

Ônibus da linha 434S atola deixando cerca de 30 passageiros com os pés cheios de barro - Foto: Danilo Aguiar
A Reta de Piranema continua tendo uma importância sem igual para a economia dos municípios de Itaguaí e Seropédica, pois agora, não é mais uma rodovia de passagem mas uma rodovia que constitui um corredor logístico para as duas cidades.

Estrada de Piranema  - Foto: Dilceia Norberto

Diariamente, caminhões, carros de passeio e todos que se utilizam dessa estrada estão precisando ter cuidado redobrado devido a quantidade de buracos que nascem e crescem se tornando crateras abertas no meio da estrada e dificultando a vida dos motoristas.

A RJ-099 embora ainda seja chamada de Estrada de Piranema, tem como nome oficial Rodovia Prefeito Abeilard Goulart de Souza.

No bairro Piranema há um pequeno povoado e a estrada de acesso ao CTR Santa Rosa. A linha segue na reta até chegar no distrito industrial, já no município de Itaguaí. Entre os empreendimentos, a região possuí o shopping Pátio Mix, o SESI/SENAI, e a Tyssenkroup.



No Distrito Industrial a RJ-099 cruza com a BR-101 Rodovia Rio-Santos e segue pelo centro urbano do município. Um pouco mais a frente passamos pelo Terminal Rodoviário de Itaguaí, de onde partem linhas intermunicipais e uma municipal. Após o terminal a via fica em sentido único como nome de Rua Doutor Curvelo Cavalcanti, sendo ainda parte da RJ-099 até o bairro do Engenho, onde volta a ser mão dupla ao encontrar com a Estrada Ari Parreiras.


Viaduto de Brisamar sobre a linha cargueira Japeri-Brisamar - Foto: Gustavo Bayde

Após este ponto, a via passa a se chamar Av. Pref. Isoldackson Cruz de Brito que percorre toda extensão da Vila Margarida até Brisamar, onde está localizado o viaduto sobre a Linha Férrea Japeri-Brisamar.

Passando o cruzamento por viaduto, chegamos ao Trevo de Mazomba, onde está localizado o terreno do Terminal Rodoviário do Jamelão.


Terminal Rodoviário do Jamelão

Para a construção do terminal rodoviário, em 2012 foi estabelecido um orçamento de R$ 4,9 milhões, oriundos do tesouro da Prefeitura de Itaguaí. A ideia era desafogar o antigo terminal situado na Avenida Deputado Octávio Cabral e a estimativa era receber cerca de 12 mil pessoas por dia. Na ocasião, a previsão inicial para o término dos trabalhos era de 180 dias.


Obras inacabadas do Terminal Rodoviário - Foto: Reprodução da internet

Ocupando uma área de aproximadamente 15 mil metros quadrados, a nova rodoviária tem previsão para 10 baias para ônibus; duas plataformas adjuntas com 16 baias; dois módulos para guichê, quatro bilheteiras; banheiros adaptados para pessoas com necessidades especiais; 16 boxes para comércio, sendo dois deles específicos para lanchonete; área de espera; estacionamento; bicicletário, entre outros.

Obras inacabadas do Terminal Rodoviário - Foto: Reprodução da internet


O novo terminal receberá linhas de ônibus municipais e intermunicipais, que vão fazer o trajeto para o Rio, Sul Fluminense, Baixada Fluminense e Grande Rio. A antiga rodoviária será destinada para concentrar mais a demanda do transporte municipal e também uma linha de ônibus para São Paulo.


Obras inacabadas do Terminal Rodoviário - Foto: Reproduçã da internet

Atualmente as linhas que deveriam parar dentro do terminal, têm seus pontos na rua, ocupando muitas das vezes as calçadas da vizinhança no entorno do terminal.





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Após o terminal, chegamos ao Trevo de Mazomba, onde mais uma vez encontramos com a BR-101, onde seguimos até a o entroncamento com a BR-493 Rodovia Raphael de Almeida Magalhães (Arco Metropolitano).

Entramos no acesso de retorno da rodovia e pelo Arco Metropolitano vamos em direção ao Porto de Itaguaí. Antes da chegada ao ponto, passamos pelo viaduto sobre a linha cargueira que seguem em direção ao Porto de Guaíba, localizado na ilha de mesmo nome do município de Mangaratiba.

No final do Arco Metropolitano, seguimos pela Estrada Prefeito Wilson Pedro eté a entrada do Porto de Itaguaí, e então retornamos.


Porto de Sepetiba ou de Itaguaí?

Em 1973, o governo do então estado da Guanabara, promoveu estudos para implantação do Porto de Sepetiba, destinado a atender, principalmente, ao complexo industrial de Santa Cruz, situado na zona oeste do Rio de Janeiro. Com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 15 de março de 1975, a implantação do porto ficou a cargo da Companhia Docas do Rio de Janeiro.

A Docas escolheu o município de Itaguaí para instalar o porto. As obras foram iniciadas em 1976, com a execução de acessos e fundações do píer de carvão. No ano seguinte, tiveram início as obras de dragagem do canal de acesso, enrocamento e aterro hidráulico. 

O Porto de Sepetiba foi inaugurado no dia 7 de maio de 1982, com a operação, à época, dedicada à descarga de alumina para a Valesul e carvão para a CSN. Foi concebido para transformar-se em Complexo Portuário e Industrial de Itaguaí.

Porto de Itaguaí Foto: Reprodução da internet

O porto tinha o seu nome original, "Porto de Sepetiba", por conta da baía onde ele se situa, a Baía de Sepetiba, porém havia alguma confusão nesse caso, pois Sepetiba também é o nome de um bairro da cidade do Rio de Janeiro, o que fazia a alguns pensar que o porto se situa no Bairro de Sepetiba (que também é costeiro e está situado na mesma baía).

Túnel de acesso ao Porto Sudeste - Foto: Grupo Aterpa

Isso causava aos moradores de Itaguaí um certo descontentamento, pois era interessante ter uma associação direta entre o nome da cidade e sua maior fonte econômica. Nos últimos anos, uma campanha para a mudança do nome para "Porto de Itaguaí" foi feita e a prefeitura passou a usar, como slogan, a frase: "Itaguaí, cidade do porto".

Em 2006, teve seu nome trocado definitivamente para Porto de Itaguaí, segundo projeto de lei do Deputado Simão Sessim (PP/RJ), foi publicada no DOU no 25/11/2005 a sanção presidencial à Lei n.º 11.200 que alterou definitivamente o nome do Porto de Sepetiba para Porto de Itaguaí.

A despeito disso, a maior parte da população da cidade e os meios de comunicação continuam a chamá-lo pelo nome antigo.


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Linha 738P Campo Grande x Ilha da Madeira - Acesso à Ilha da Madeira durante as obras de ampliação do porto em 2012

Agora na 
Estrada Humberto Pedro Francisco, seguimos em direção à pequena área residencial da Ilha da Madeira. Por aqui seguimos pela Estrada Joaquim Fernandes e na sequência a Estrada José Miranda de Oliveira.



Na Rua Levindo de Almeida vamos em direção à praia e saímos na Rua Miguel Corrêa, onde termina a nossa viagem próximo ao ponto dos Taxi-boats.




Dados adicionais:
A linha teve origem nos anos 70 com a viação Ponte Coberta, também fundada na década e que na época foi uma das gigantes do transporte rodoviário na região devido à sua larga área de atuação.



No fim dos anos 80, a Viação Ponte Coberta tranfere grande parte de suas linhas para a Expresso Real Rio, que até então após ser criada pela administração da Turismo Transmil, só operava linhas de Itaguaí e Seropédica para o Centro do Rio, linhas que pertenciam à EVAL Empresa de Viação Angrense.



Outras linhas da EVAL foram operadas pela Normandy (Japeri/Paracambi), Turismo Transmil (Queimados) e Costa Verde Transportes (Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty).


As linhas recebidas da Viação Ponte Coberta foram:

737P Campo Grande x Campo Lindo via KM 32
738P Campo Grande x Ilha da Madeira via Piranema
739P Campo Grande x Seropédica via KM 32
740P Campo Grande x KM 34 via Rio-SP
741P Campo Grande x Praça Castilho via KM 32
744P Campo Grande x Ponte Coberta via KM 32
545P Campo Grande x Paracambi via KM 32
547P Campo Grande x Japeri via KM 32
436S Paracambi x Sepetiba
749P Belvedere x Santa Cruz via Av. Brasil
709P Cacaria x Vila Geni via Piranema
560P Cacaria x Itaguaí

Aérea de atuação dividida entre Viação Ponte Coberta e Expresso Real Rio
De lá pra cá, muitas das linhas acima tiveram seu trajeto encurtado, já que em grande parte de seu trajeto havia sobreposição com outras linhas, além da baixa demanda e necessidade de cada linha em particular.

Nos últinmos anos, a expresso Real Rio criou novos serviços e opções de deslocamentos de suas linhas já existentes como também a oferta de novos itinerários, como por exemplo a ligação com o Metrô em Coelho Neto.

Ainda na atualidade, a empresa recebeu linhas oriundas da Expresso Mangaratiba, tornando ainda mais expressiva a sua presença na região.

Dentre os serviços especiais, a linha 738P passou a contar com itinerário via West Shopping, seguindo pela Estrada do Mendanha, Estrada do Pedregoso e Avenida Brasil até a interseção com a BR-465. Este serviço já existia na linha 739P.

> Em horários de grande demanda, a Expresso Real Rio também oferece o trajeto variante Campo Grande x Itaguaí, fazendo ponto final junto à 434S Itaguaí x Seropédica em frente aos Supermercados Guanabara.






Referências Bibliográficas


História dos Bondes do Rio de Janeiro, Chá Urbano, Seropédica Online, Leis Municipais, ALERJ - Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Jornal Mural, Cia de Ônibus, Prefeitura Municipal de Seropédica, Jornal Atual e Ônibus Brasil.
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Um comentário:

  1. É muito dificil conseguir material das empresas operantes antes da Ponte Coberta nessa regiao da antiga Rio SP. Já sabia que quem operava a Campo Grande x Brizamar era uma empresa chamada Guarany, não sei se ela é ancestral da 738P já que Brizamar fica perto da Ilha, ate os anos 70. Segundo o Cia de Onibus baseado em noticias de jornal existiam as primitivas e obscuras São José e Real. Conforme citado Eval e Ponte Coberta e engoliram todas já que a São Jose fazia as linhas da Costa Verde. Em tempos de pre Rio Santos a Br 465 tinha mega importancia já que as linhas rumo a Mangaratiba eram via Univerdade Rural indo por Rio Claro. Parabens pelo trabalho.

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