Rotas Fluminenses: 548P Nilópolis x Campo Grande

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Dados da linha:
Linha 548P - Nilópolis x Campo Grande
Empresa: RJ 190 Viação Ponte Coberta
Tipo: Urbana Intermunicipal


A linha faz parada na Plataforma B do Terminal Rodoviário de Nilópolis, atrás das linhas da Viação São José.




Terminal Rodoviário de Nilópolis

Inaugurado em 1979, o Terminal Rodoviário de Nilópolis está localizado na Avenida Getúlio de Moura próximo à Rua Alberto Teixeira da Cunha. Inaugurado e administrado pelo poder público através da CODERTE - Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Rio de Janeiro, atualmente é operado por um consórcio de empresas através da RioTerp, o qual declarou um investimento de R$ 20 milhões em melhorias.



Terminal Rodoviário de Nilópolis
O Consórcio Rio Terminais Rodoviários de Passageiros S/A (RIOTERP) é composto pela Fetranspor e Socicam Serviços e Socicam Administração e Projetos. O consórcio assumiu a administração e operação dos terminais rodoviários Menezes Côrtes, Américo Fontenelle (Centro do Rio), Nova Iguaçu e Nilópolis (Baixada Fluminense).

O grupo, que investirá mais de R$ 40 milhões em reformas e na construção de um novo terminal com objetivo de melhorar as instalações, serviços e o atendimento a população nestes terminais. Os projetos das obras serão submetidos a aprovação pelo poder concedente em até 180 dias (6 meses) e, a partir da aprovação, serão encaminhados as respectivas prefeituras para aprovação e obtenção das licenças necessárias.

O Terminal Rodoviário de Nilópolis movimenta atualmente mais de 169 mil ônibus que atendem a mais de 24 milhões de passageiros/ano. O terminal opera com linhas metropolitanas para o Centro do Rio de Janeiro e outras regiões da Baixada Fluminense.




As empresas que fazem parada ou possuem pontos de parada no terminal são:


Plataforma A
Auto Viação 1001
Nilopolitana

Plataforma B
Viação Ponte Coberta
Viação São José

Plataforma C
Expresso São Francisco
Viação N.S. Penha


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Saindo do terminal, seguimos em direção à Mesquita, através das ruas Ludolf e Alberto Teixeira da Cunha, saindo então na Avenida Getúlio de Moura, uma das principais avenidas da região.

Através dela chegamos em Mesquita, onde a mesma recebe o nome de Presidente Costa e Silva. No trecho entre Nilópolis e Mesquita, está o Viaduto Novo, integrante do projeto da via expressa Transbaixada.




Via Expressa Transbaixada

A TransBaixada será feita por etapas. O primeiro trecho vai ligar a Rodovia Washington Luiz à Via Dutra. Na segunda etapa, a estrada chegará até a Via Light. Depois, ela será estendida até Bangu, na Zona Oeste do Rio. A rodovia cumprirá duas funções importantes para a região: desafogar o trânsito em várias cidades e disciplinar o curso do Rio Sarapuí, acabando com inundações.


Viaduto Nilópolis x Mesquita - Foto: Reprodução da internet

Com 27 quilômetros, sete pontes e três viadutos, a TransBaixada ligará a Via Dutra, em Belford Roxo, à Rio-Petrópolis (BR-040), em Duque de Caxias, cruzando São João de Meriti e com uma ligação no viaduto entre Mesquita e Nilópolis.



O rio ficará no meio da via expressa,que terá duas pistas de cada lado, e ganhará áreas de lazer com ciclovia. O projeto, da Secretaria Estadual do Ambiente, será executado em parceria com a Secretaria de Obras e deve ser financiado com recursos do Ministério das Cidades. O custo total é de R$ 297 milhões.

A promessa é de que a TransBaixada desafogue o trânsito na Via Dutra, Washington Luís, Linha Vermelha e Avenida Brasil, beneficiando cerca de três milhões de moradores que poderão usá-la para se locomover entre as cidades abrangidas pelo traçado da via. Controle de inundações e rios recuperados A ideia da TransBaixada surgiu dentro do Projeto Iguaçu, desenvolvido na região pela Secretaria Estadual do Ambiente.

O objetivo é controlar inundações e recuperar as bacias dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí. O projeto prevê o cadastramento de todas as famílias que serão desapropriadas, para futuras realocações.


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Após atravessarmos a ponte sobre o Rio Sarapuí chegamos em Edson Passos, no município de Mesquita.


A origem do nome do Bairro homenageia Edison Junqueira Passos, um expoente da arquitetura brasileira. A homenagem veio logo após a sua morte, ano em que a Estação de trem, anteriormente uma parada que desembarcava os bois até o matadouro mais próximo, é inaugurada e oficializada

Do outro lado da ferrovia, está o bairro de Cosmorama, local onde está localizada a atual sede da Viação Ponte Coberta.




Homenagem ao Tetra


Romário e Bebeto, parceiros de seleção brasileira, estão lado a lado em Mesquita-RJ, na Baixada Fluminense. Ambos são nomes de ruas que dividem esquina. E não só eles foram homenageados no bairro de Cosmorama. Vários jogadores da equipe que conquistou o tetra, em 1994, batizaram vias. São os casos de Aldair, Ricardo Rocha, Cafu, Dunga, Mauro Silva, Raí e Muller, além do técnico Parreira.



O conjunto popular que formou o bairro foi concluído pouco depois da Copa do Mundo dos EUA. No calor da empolgação com o título, a escolha dos nomes acabou sendo natural.



Na época, Mesquita era um bairro de Nova Iguaçu, tendo se desmembrado em 1999. Antes da construção da comunidade de Cosmorama, havia um matadouro na região. “O projeto foi do prefeito do Rio de Janeiro na época, César Maia, em parceria com Nova Iguaçu.

Todos os jogadores homenageados deram nome a pequenas travessas, tendo a partir de oito casas. O único tetracampeão que batizou uma rua maior foi Romário, via cuja extensão é de cerca de 150 metros.

As "ruas do tetra" têm um vizinho famoso: o estádio Giulite Coutinho, do América. É lá onde o time manda seus jogos, desde 2000. Uma das pontas da rua Romário, começa atrás do lance de arquibancada da tribuna de imprensa. Por ironia, o Giulite Coutinho é mais conhecido como estádio de Edson Passos, nome de bairro vizinho em Mesquita. Na realidade, o estádio de 16 mil lugares está dentro dos limites de Cosmorama. Os moradores da comunidade se incomodam com o engano. Mas nem precisavam. Afinal, Edson Passos não tem nenhuma rua com o nome de alguém que vestiu a amarelinha.


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A Estação Edson Passos foi aberta para atender à "Companhia Matadouro Iguaçu" que posteriormente veio a se chamar "Companhia Frigorífico Iguaçu", na época localizado na Rua Gonçalves dias, ao lado do Rio Sarapuí.


Antigo matadouro entre Nilópolis e Mesquita na década de 1930 - Foto: Reprodução da internet
A Companhia Frigorífico Iguaçu S.A. chegou a ter um time de futebol fundado na década de 40 por por funcionários. O Clube Atlético Frigorífico de Nilópolis foi uma agremiação da cidade de Nilópolis.


Fonte: reprodução da internet


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A partir de Edson  Passos, seguimos margeando a Estrada de Ferro Central do Brasil até o Centro do município de Mesquita, onde entraremos na Rua Ônix - a última rua antes do Viaduto Cantor e Compositor Dicró.


Viaduto de Mesquita em 1986 - Foto: Reprodução da internet

Contornamos o quarteirão após a Rua ônix e chegamos na Praça Secretária Elizabeth Paixão e encontramos novamente a ferrovia seguindo pela Estrada Feliciano Sodré. Em instantes estamos no bairro Presidente Juscelino, último bairro mesquitense da nossa viagem.

Após passarmos a esquina com a Rua Irmãos Maurício, a Estrada Feliciano Sodré passa a se chamar Rua Coronel Bernardino de Melo, estando agora no bairro Caonze no município de Nova Iguaçu.


a Coronel Bernardino de Melo segue deste ponto até o bairro de Comendador Soares, porém nela só seguiremos até o Centro. Já se aproximando da Estação Ferroviária de Nova Iguaçu, o tráfego começa a ficar intenso.
Além da via, a calçada para pedestres também é estreita nos dois lados.


Estação de Nova Iguaçu - Foto: Reprodução da internet
Apenas uma faixa de rolamento em cada sentido, há pontos de parada de ônibus com baias que ocupam mais da metade da calçada no lado oposto à ferrovia. E em dias de aula, um colégio é o responsável por diversos carros que param para embarque e desembarque de estudantes no meio da rua. Ao lado do mezanino da estação ferroviária a calçada não comporta a quantidade de pedestres que aguardam a condução.


Trânsito na Rua Coronel Bernardino de Melo - Foto: Folha do Iguassú
Ainda da Bernardino de Melo, vamos em direção ao Viaduto Padre João Musch, porém antes de alcançá-lo, entramos na Rua Comendador Soares, por ela passamos pela praça do Skate e alcançamos a Avenida Abílio Augusto Távora, ainda conhecida como Estrada do Madureira.


RJ-105 Avenida Abílio Augusto Távora

Entre a via férrea e o maciço Mendanha-Gericinó (Serra de Madureira) está a Avenida Abílio Augusto Távora, popularmente conhecida como “Antiga estrada de Madureira” com cerca de 20 km que liga o centro de Nova Iguaçu ao Bairro km 32 pareando a Serra de Madureira.



A Avenida Abílio Augusto Távora (RJ-105) liga bairros nobres como o CAONZE e Bairro da Luz e, seguindo numa linha horizontal passa por Cabuçu, que dá acesso a Queimados pela rodovia Presidente Dutra (BR-116) e, também por antigas fazendas que deram origem, ao serem loteadas, a bairros como Marapicu, Dom Bosco, Aliança, Belga, até chegar ao km32.

O bairro km 32 é rota para quem chega ou sai do município de Nova Iguaçu. Ele faz limite com a zona oeste do Rio Janeiro, seguindo pela RJ-105, onde há um entroncamento com a BR-465, antiga estrada Rio-São Paulo. O km 32 também dá acesso a quem segue no sentido de Seropédica.


Avenida Abílio Augusto Távora na altura do Bairro Aliança em Nova Iguaçu - Foto: Reprodução da internet

Neste eixo, que vai do CAONZE ao km32, observa-se uma diversidade relacionada ao uso do solo e à sua configuração social e espacial. A ocupação urbana, no CAONZE, diferencia-se do restante da cidade, desde o ciclo econômico da laranja.

Nessa região se estabeleceu uma área residencial formada pela população de classe média à alta: os antigos exportadores comerciantes e profissionais liberais que queriam viver longe da população mais humilde bem como das áreas inundáveis do lado sul da via férrea. O crescente poder político e econômico desse grupo social iniciou uma política de investimentos nessa área, por parte do poder público e contribuiu, ainda mais, para a valorização do solo, principalmente após a construção do muro da via férrea e o viaduto João Müsh.


trânsito no Centro de Nova Iguaçu - Foto: Paulo Alvadia

Única opção entre o centro de comércio e serviços da cidade e o CAONZE, que por mais de 20 anos, só fez fortalecer a segregação social e econômica em Nova Iguaçu.

Essa barreira foi fator utilizado pelos agentes imobiliários para elevar os preços de imóveis e terrenos no lado “rico da cidade”. Do final dos anos 80 ao final de 2004, com a construção de mais 2 viadutos (CAONZE, em 1980 e Dom Adriano, em 2004), o processo de verticalização iniciou-se e encareceu ainda mais o uso do solo, atraindo a população de alto poder aquisitivo.


Criou-se então um sub centro de negócios e serviços mais sofisticados com investidores provenientes do município do Rio de Janeiro para atender a essa população elevando os preços e o número de construções, não só de edifícios residenciais e comerciais como também de condomínios de mansões. Esse eixo é chamado popularmente de “o outro lado”, onde se percebe a segregação social, que a via férrea oportuniza através de seus muros, consolidada nos tempos da citricultura e, que está em ampla expansão imobiliária para empreendimentos residenciais e comerciais de alto padrão.


Cancela de ligação entre as ruas Doutor Thibau e a Travessa Mariano de Moura. À frente a Catedral de Santo Antônio.
Foto: Reprodução da internet
Essa era a cancela para regular a travessia sobre a via férrea em frente a catedral de Santo Antônio. Atualmente é a passarela caracol.


A Passarela Caracol foi inaugurada no início dos anos 70, substituindo a travessia de pedestres que era realizada pela cancela. - Foto: Reprodução da internet
Percebam que a Rua Dr. Thibau era mão dupla e movimento de veículos reduzido assim como pedestres atravessando a passarela construída após o fechamento da cancela de passagem de veículos pela via férrea.
O Viaduto Padre João Musch foi inaugurado em 1968, integrando a RJ-105. Seu projeto é do Departamento Estadual de Estrada de Rodagem (DER)


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Após o Centro de Nova Iguaçu, passamos pelo Palmeiras e pelo Jardim São João, ambos bairros não oficiais, localizados na encosta do Maciço Gericinó-Mendanha.

Há poucos metros dali, chegamos ao bairro da Luz, onde encontramos o Shopping Nova Iguaçu, inaugurado no dia 28 de abril de 2016 no terreno anteriormente ocupado pela Pedreira Vigné.

A Pedreira Vigné

Em 1935, Alberto Ribeiro Lamengo descobriu um suposto extinto vulcão, que faz parte do maciço Gericinó-Mendanha. Esse vulcão, em homenagem o seu descobridor, passou a se chamado de “Vulcão da Chaminé ou Lamengo” ou “Vulcão do Mendanha”.


O local passou a ser conhecido também como serra do vulcão. O arqueologista Carlos Manes Bandeira, 3 décadas depois, deu parecer que existe a cratera do Vulcão do Mendanha na cabeceira do Rio Guandu-Sapê. 

Em 1949, a pedreira Vigné deu inicio às suas atividades, justamente na época do ciclo econômico da laranja. Com o passar dos anos a pedreira precedeu à ocupação urbana, o que gerou sérios conflitos como a desaceleração da economia local e, a consequente ausência de empregos e geração de renda, além de incômodos a vizinhança devido às explosões para desmonte de rochas, geração de poeira e ruído provocando a poluição sonora e atmosférica, vibração provocando rachaduras na grande maioria das residências e, ainda um significativo aumento doenças respiratórias dos moradores locais.


Área aberta pelo extrativismo da Pedreira Vigné - Foto: Pedreira Vigné
A descoberta de um vulcão em Nova Iguaçu, ao longo dos anos, provocou um fenômeno social sobre a existência, ou não, do edifício vulcânico chamado de "Vulcão de Nova Iguaçu" e essa discussão científica está aberta, desde o ano 2004, nas comunidades científicas e o assunto está sendo discutido, ardentemente, entre os grupos de pesquisa com opiniões a favor e contra.

Existem várias discussões científicas à respeito da existência ou não do “vulcão de Nova Iguaçu”, mas a maioria da população iguaçuana praticamente desconhece os periódicos e as pesquisas que vem sendo realizadas.



Desde o primeiro trabalho sobre a existência do vulcão em Nova Iguaçu, ainda não apareceu nenhum estudo científico, que comprove a sua existência. A verdade científica, às vezes, não é aceita, pois se apresenta contrária ao desejo popular.


Construção do Shopping Nova Iguaçu no terreno da Pedreira Vigné - Foto: Reprodução da internet
O fato é que histórica e culturalmente, para a população local, existe um vulcão extinto no maciço do Mendanha e faz parte do Parque Natural de Nova Iguaçu.


Shopping Nova Iguaçu - Foto: Notícias de Nova Iguaçu
E nessa região está a área de lavra da pedreira Vigné, que produziu uma grande devastação ambiental, em parte da área considerada “complexo vulcânico” devido às escavações e na ultima década, a pressão da comunidade e da política local, a valorização do uso do solo, a projeção de grandes empreendimentos para a área aliada à seleção natural do mercado foram responsáveis pelo fechamento da pedreira Vigné.


Ônibus que fornece transporte gratuito aos visitantes do Shopping Nova Iguaçu


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Chegando no Jardim Alvorada, mais precisamente na região conhecida como Marco Dois, existe o entroncamento com um dos acessos à RJ-081 Via Light, realizado através da Rua Ministro Lafaiete de Andrade, via que também marca o limite entre os bairros da Luz e o Jardim Alvorada.

Após a esquina com a Estrada das Cambucas, seguimos entre os bairros do Danon e o Jardim Alvorada, ambos separados pela Avenida Abílio Augusto Távora ao qual seguimos a viagem. Nas proximidades da Pedreira santo Antônio deixamos o Jardim Alvorada e chegamos ao Jardim Nova Era e em seguida passamos rapidamente pelo Palmares, todos ao lado direito, pois do lado esquerdo ainda permanece o bairro Danon até alguns metros após a Estrada da Palhada.



A Estrada da Palhada surge no Jardim Palmares, e segue até a Rodovia Presidente Dutra no Richão. A via recebe este nome por estar em maior parte do percurso dentro do bairro Palhada. Além da Palhada, a estrada passa pelos bairros iguçuanos de Rosa dos Ventos, Palmares e Richão.
Após passarmos deste entroncamento, chegamos no Valverde e em instantes chegamos em Cabuçu, após cruzarmos com os cabos de transmissão vindos da Usina Termelétrica de Queimados em direção à Subestação de Jacarepaguá, atendendo ainda as subestações Adrianópolis e Nova Iguaçu.




Jardim Laranjeiras - Terra da Laranja


No século XX, a principal atividade do município passa a ser o plantio de laranjas. Os pomares de Nova Iguaçu se estendiam por toda a Estrada de Madureira, Cabuçu e Marapicu. Na época, Nova Iguaçu ficou conhecida como “Cidade Perfume” por causa do cheiro das frutas. A laranja encontrou nas terras iguaçuanas clima e solo favoráveis.


Plantações de laranjas no entorno da Serra do Madureira. - Foto: Jornal de Hoje
A laranja ganhou corpo, onde toda a população se envolveu no plantio ganhando dinheiro. A produção de laranja era interessante, você não precisava ter grandes áreas para o plantio. O município do Iguassú tinham 950 alqueires de terra, sendo 330 citricultores na região, que atualmente corresponde ao município em Nova Iguaçu, 25 em Nilópolis, 145 em Mesquita, 76 em Austin, 125 em Cabuçu, 99 em Queimados, 23 em Belford Roxo e 1.663 em Morro Agudo.




Laranjais de Queimados - Foto: Memória Queimados
Grande quantidade não significava grandes plantações, já que toda a população tinha como fonte de renda a laranja. Nova Iguaçu foi um dos maiores exportadores de laranja do país. Chegou a enviar para a Argentina e para os Estados Unidos meia tonelada de laranja. Em função do odor exalado pela laranja na época da floração, a cidade passou a ser chamada de “cidade perfume”, não havia como não notar o fato quando se passava, por exemplo, pelos trilhos da ferrovia.


Laranjais de Queimados - Foto: Memória Queimados
Arruda Negreiros foi responsável pelo município na época do “Estado Novo” e decisivo aos subsídios governamentais nas áreas de citricultura, infraestrutura de saneamento e construção, além de melhorias das vias de comunicação entre o produtor e o carregador. Por conta disso, foi construído em 1933, um “Packing House”, local de beneficiamento e embalagem das laranjas para a exportação. Para o transporte da laranja, uma série de estradas foi construída para ligar as chácaras ao centro da cidade, onde as laranjas eram embaladas para que fossem transportadas pelos trans.

Caminhos foram alargados e alguns pavimentados. A Estrada Dr. Plínio Casado (Interventor Estadual que nomeou Arruda Negreiros), ligando Nova Iguaçu-Belford Roxo. Citamos ainda as estradas de Nova Iguaçu-Anchieta, Madureira-Cabuçú, Estrada do Ypiranga, Estrada do Guimbú, Estrada de Santa Rita, Estrada de Morro Agudo a Austin, Estrada de São Bento, Estrada São João de Meriti-Caxias, Estrada São João de Meriti-Nilópolis, Estrada Actura, Estrada Rio-Petrópolis-Magé, Estrada do Xerém, Estrada Santa Branca-Bomfim

A partir de 1939, na Segunda Guerra Mundial, a exportação da laranja sofreu uma queda. Se instaurou então uma crise devido a uma superprodução.


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Após a ponte sobre o Rio Cabuçu, estamos no aproximando do Centro do bairro.

Cabuçu vive em torno da Avenida Abílio Augusto Távora que, desde o Período Colonial, é uma estrada que exerce função de ligação a esta região. Além desta via, podemos citar também a Estrada Severino Pereira da Silva, que liga o bairro ao município vizinho de Queimados. Esta última estrada também dá acesso à Dutra.




O bairro foi criado pelo Sr. Severino Pereira da Silva, que construiu o primeiro conjunto residencial. Muitas pessoas vieram do Rio de Janeiro pela facilidade de comprar essas casas. Porém o bairro não tinha infra-estrutura e os moradores precisavam viajar em caminhões para chegar à Nova Iguaçu, ou em peruas.

A Expresso N.S. da Glória faz a ligação entre o bairro e o Centro da cidade, as empresas Ponte Coberta, Flores (que assumiu linhas da Expresso, falida recentemente), Real Rio, Tinguá e Evanil fazem a ligação intermunicipal com os municípios do Rio (Zona Oeste), Itaguaí, Mangaratiba, Caxias e Central. Já a Transportes Blanco opera uma linha em direção à Queimados.



Muitos não sabem, mas Cabuçu já abrigou uma estação ferroviária. No dia 5 de fevereiro de 1929, ocorreu a inauguração do Ramal Carlos Sampaio - Santa Cruz, com 34 km de extensão, ligando a estação de Carlos Sampaio da Linha Auxiliar até Santa Cruz no Ramal de Mangaratiba, passando por Austin na Linha do Centro. Haviam no percurso as estações de Cabuçu, Engenheiro Araripe, Engenheiro Heitor Lira e Marapicu que não chegou a ser inaugurada.


Estação Ferroviária de Cabuçu localizada nas imediasções da Rua Passa Vinte - Foto: João Bosco Setti
O ramal operou fpor poucos anos, pois o trecho Santa Cruz - Cabuçu foi fechado em 1932, restando apenas o tráfego de trens de serviço entre Cabuçu e Carlos Sampaio até 1948, quando o ramal foi totalmente erradicado.




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Após o centro, seguimos ainda pela RJ-105 nos últimos trechos de Cabuçu, adentrando então os bairros de Marapicu e do Ipiranga, ambos separados pela estrada. Ao lado da Serra do Madureira está o bairro Marapicu, e do lado oposto o bairro Ipiranga, cortado pelo Rio Ipiranga, um dos afluentes do Rio Guandu. No bairro também se inicia  sequência de conjuntos residenciais. o primeiro é o Conjunto da Marinha. 



Após o conjunto, o bairro Ipiranga termina e ficamos apenas no Marapicu, onde passamos pelos conjuntos Dom Bosco e Vila Belga. atras destes está o Conjunto Campo Belo, localizado no bairro Lagoínha.

Após o Vila Belga chegamos no Jardim Paraíso, que se inicia após a Rua Lagoinha, principal rua de acesso ao bairro com mesmo nome, ao Conjunto Campo Belo e ao Jardim Guandu, bairro em que se encontra a Estação de Tratamento de Águas do Sistema Guandu.

Após a Rua Lagoínha, atravessamos a ponte sobre o Rio Capenga.

O Rio Capenga, nasce na Serra do Madureira e prolonga-se por 13,5 km até desaguar no Rio Guandu Mirim. Inicialmente, na baixada, percorre um pequeno trecho de uso rural, localizado no sopé da Serra do Mendanha. Logo depois cruza a área urbana do Jardim Paraíso. 


Junto com seus afluentes, captam águas pluviais e os efluentes sanitários desta localidade, que é atravessada pela estrada de Madureira e se encontra em franca expansão urbana, com vários conjuntos habitacionais e loteamentos.

A seguir, cruza a antiga Rio-São Paulo, faz um giro de quase 90º e ingressa novamente em área rural, com predomínio de pastos, e daí segue até desaguar no Rio Guandu-Mirim, pouco à jusante da desembocadura do Rio Campinho.
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Ainda no Jardim Paraíso, passamos pela Subestação Marapicu e em seguida sobre um afluente do Rio Capenga. Agora estamos passando pelo Conjunto Grão Pará, com suas ruas nomedas com nomes de minérios e botânicos.

À frente deste trecho, uma curva sinuosa à direita nos leva à via chamada Variante da Estrada Rio-São Paulo, uma rua que margeia todo o bairro Jardim Guandu, formando um cinturão junto à Estrada Rio-São Paulo.




Chegando na Variante Rio-São Paulo uma nova curma sinuosa, desta vez para o lado esquerdo. Nesse ponto termina a Avenida Abílio Augusto Távora e seguimos pela variante até o chamado "trevo do 32", local onde a Estrada RJ-105 entronca-se com a BR-465 Estrada Rio-São Paulo. No trevo também está a divisa entre três bairros iguaçuanos:



Prados verdes; na margem sentido Campo Grande da BR-465

Jardim Guandu; Entre a Variante Rio-São Paulo e a BR-465, tem seu espaço geográfico em grande parte ocupado pela Estação de Tratamento de águas do sistema Guandu.

Km 32; Entre o "Trevo" e a ponte Sobre o Rio Guandu Mirim o bairro é cortado pela BR-465.


O Km 32 da BR-465


Ao longo da Avenida Abílio Augusto Távora (antiga estrada de Madureira),há um “inchaço” dos bairros e o aparecimento de sub-bairros com a construção de vários condomínios populares através do subsídio governamental denominado “minha casa minha vida”. Esses condomínios se estendem até o km 32, que se localiza no final da Estrada de Madureira e é uma das portas de entrada para Nova Iguaçu, além de fazer limite com a zona oeste do Rio de Janeiro.


Blindado no Ciep Augusto Ruschi no Conjunto Grão Pará em Nova Iguaçu - Foto: Cléber Júnior

O km 32 é o oposto do CAONZE por ser extremamente carente de ações governamentais: ausência de investimento na área para pavimentação, saneamento, educação, saúde, segurança e mobilidade urbana.

O sistema viário do local entrou em colapso. A principal via do bairro é a Estrada Rio-São Paulo, um transtorno diário: Buraqueiras e intenso trafego de ônibus, vans, caminhões, carros de passeios, carretas de grande porte, além de carroças, que utilizam o bairro, como rota para os municípios de Seropédica e Itaguaí.


BR-465 Estrada Rio-São Paulo na altura do Km 32 em Nova Iguaçu - Foto: Reprodução da internet

Esses municípios reúnem diversas indústrias e também, funcionam como elo com a Avenida Brasil. Passarelas para pedestres, passagens subterrâneas e semáforos não existem no local. A travessia se dá entre o tráfego e por conta desses fatos há uma infindável quantidade de quebra molas levando a um congestionamento crônico.



Por se tratar de uma via federal o problema da mobilidade perpassa as relações de poder publico entre os órgãos municipais, estaduais e federais. No km 32 o modelo sócio econômico é caracterizado por uma desigualdade extremas e comparado ao das áreas mais nobres da cidade. Apesar de toda a problemática provocada pelo descaso do poder público, o bairro começa a dar indícios do modelo que vem surgindo em Nova Iguaçu, que é o crescimento de uma rede de comércios e serviços voltada a atender a população local e que levará, no caso do km 32, à diminuição da demanda pela procura dessa rede, no bairro de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, uma vez que é para lá que os moradores da região se dirigem.


Agências bancárias no Km 32 - Foto: Reprodução da internet

Ao longo da história de Nova Iguaçu vários estudos mostram que a cidade vem sofrendo esse processo de reconfiguração sócio espacial em toda a sua extensão. O seu desenvolvimento e crescimento a leva assumir características das quais, a cidade industrializada, em sua revolução urbana, implode sobre sua centralidade e explode em forma de tecido urbano sobre seu entorno.

Esse processo talvez faça o bairro km 32 e seus moradores desenvolver futuramente algumas características sócioespaciais da área central de Nova Iguaçu, mas respeitando a funcionalidade da dinâmica local e, com isso, talvez proporcione ao km 32 uma reconfiguração espacial da região.


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Após atravessarmos a ponte sobre o Rio Guandu-Mirim, chegamos em Campo Grande na Cidade do Rio de Janeiro, onde encontramos a AMBEV.

A Ambev tem origem em 6 de setembro de 1888, numa oficina estabelecida na Rua Marquês de Sapucahí, onde mais tarde ocorreria o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.



Fábrica da Companhia Cervejaria Brahma - Foto: Reprodução da internet
Fabricava, a princípio, cerca de 12 mil litros de cerveja por dia. Em setembro daquele ano, Villiger registrou a marca Brahma na Junta Comercial da Capital do Império. A origem do nome é uma homenagem ao inventor da válvula de chope, o inglês Joseph Bramah.

Daí por diante a cervejaria passou a investir em outros mercados, dentro da área de bebidas. Foram criados linhas de refrigerantes, tais como o Guaraná Brahma, o Limão Brahma, e a Sukita, entre outros.



Em 1999, fundiu-se à Companhia Antarctica Paulista, para a formação da Companhia de Bebidas das Américas (AmBev). Apesar da fusão, a AmBev continuou a vender a cerveja Brahma com as mesmas características anteriores, e mesmo nome. Porém, devido à fusão, decidiu-se que só os refrigerantes da Antarctica permaneceriam sendo vendidos, e vários refrigerantes da Brahma foram extintos.
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Continuanos na Antiga Estrada Rio-São Paulo e por ela seguiremos até o centro do Campo Grande e até lá percorreremos diversos sub-bairros de Campo Grande, que possui inúmeros devido à sua extensão de 119,13 km², sendo o segundo bairro mais extenso do município, atrás somente de Guaratiba com seus 139 km quadrados.

Dentre os sub-bairros percorridos estão o Distrito Industrial, Jardim Campo Belo, Jardim paulista, Elisa Maria, Jardim Letícia, Macedo, Amazonas, Alessandra, Figueiras, Jardim da Luz, Vila Magali e Souza.



Cidade de Campo Grande - Título Honorífico

Em 1968, o então governador do estado da Guanabara, Francisco Negrão de Lima, promulgou a Lei 1627/68 reconhecendo a localidade de Campo Grande como cidade. Apesar disso, Campo Grande ainda é tido como um bairro do Rio de Janeiro.



Lei número 1.627, de 14 de junho de 1968, projeto do deputado Frederico Trotta. O governo do estado da Guanabara, faço saber, que a assembléia legislativa do estado da Guanabara aprovou o projeto de lei número:181 de 1967 e eu promulgo, de acordo com o artigo 26, 3°, da constituição do estado, a seguinte lei: Art. 1° - É reconhecida como "Cidade" a localidade de Campo Grande, passando a denominar-se Cidade de Campo Grande. Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor, na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Rio de Janeiro, 14 de Junho de 1968 - 80° da república e 9° do estado da Guanabara.

Apesar de Campo Grande preservar características rurais até 1960, o desenvolvimento da malha viária e transportes rodoviários trouxeram uma nova dinâmica ao local, interferindo na produção e expansão do espaço urbano. Por essa razão, é necessário recorrer à evolução dos meios de transporte em Campo Grande para entender seu crescimento.


Uma viagem nos 20 km da linha Ilha levava 2 horas
Não há ilha em Campo Grande - o nome é uma corruptela de William, um proprietário de terras da área

No primeiro momento, vê-se a importância das linhas férreas como frente de expansão da malha urbana. A movimentação de pessoas nas estações ferroviárias possibilitou que próximo a elas se desenvolvessem núcleos de comércio e serviços. O trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II que passa por Campo Grande foi inaugurado em 1878, propiciando o melhor acesso ao centro da cidade. Apesar da expansão que a chegada das ferrovias proporcionou aos lugares distantes do centro, o adensamento era concentrado no entorno delas, já o modelo rodoviário urbano é fator de crescimento disperso e de espraiamento da cidade, e diante disso, faz-se notório apontar que este fato teve relevância para a expansão dispersa do bairro, através das grandes avenidas implantadas anteriormente à primeira metade do século XX, como a Avenida Brasil e a antiga Estrada Rio São-Paulo.

Outra vertente do processo de transformação do solo urbano está ligada às atividades produtivas. A fim de direcionar o sentido da descentralização industrial do município, na década de 1960, o Governo Estadual implantou os Distritos Industriais de Campo Grande, Paciência, Palmares e Santa Cruz, todos situados na Zona Oeste, às margens da Avenida Brasil, transformando estes bairros em nova frente de expansão do setor. Por último vale destacar a chegada do primeiro shopping em Campo Grande em 1997, garantindo ainda mais sua proeminência.

Se antes, já era considerado um centro comercial abastado devido suas atividades, o shopping favoreceu o aumento da dinâmica econômica e de serviços na região, trazendo de forma desordenada e segundo os interesses do capital privado, a infraestrutura necessária. A construção do primeiro shopping impulsionou a oferta de infraestrutura urbana e serviços. A circunvizinhança rapidamente recebeu os impactos positivos, como a duplicação da Estrada da Posse e da Estrada do Mendanha e as novas linhas de ônibus. 



Ainda foram visíveis melhorias na iluminação pública, no saneamento e melhor qualidade e quantidade de serviços, como agências bancárias, lojas diversificadas, estacionamento, clínicas e restaurantes no entorno da construção. Foi neste período implantado também o Projeto Rio-Cidade, da prefeitura, com vistas à modernização e revitalização dos sub centros. As transformações dessas áreas são conduzidas pelo Estado, em parceria com a indústria de construção civil, que irão criar novos locais que sirvam à lógica do capital.

A estrutura viária implantada fortalece o desenvolvimento de Campo Grande e sua ocupação. A Avenida Brasil e a antiga Estrada Rio-São Paulo são eixos estruturantes da cidade, pois encontram-se com outras vias de importância estadual e interestadual, como é o caso das Rodovias Rio-Santos e Presidente Dutra.



A primeira permite o acesso à região sul-fluminense e a segunda a Seropédica e Nova Iguaçu, além disso, as duas rodovias culminam no estado de São Paulo.


Terminal Rodoviário de Campo Grande - Foto: Reprodução da internet

Os principais eixos de conexão com a cidade são em direção à Barra da Tijuca através das Estradas do Mato Alto e do Magarça, e à Zona Norte e Centro, pela Avenida Brasil. No âmbito local, as vias largas e viadutos facilitam o acesso em direção aos bairros vizinhos.

A rodoviária e ruas próximas, contam com cerca de vinte linhas de ônibus que fazem cursos intermunicipais e um interestadual, e segundo a prefeitura, 40% da frota da Zona Oeste passa por Campo Grande. Além, disso é necessário destacar a importância do trem e transporte alternativo para a locomoção pela cidade, este muitas vezes oferece trajetos diferenciados, não concedidos pelos ônibus regulares.


Tráfego no centro de Campo Grande - Foto: Reprodução da internet
O recente crescimento econômico e imobiliário de Campo Grande não exclui problemas atrelados ao fato de estar inserido em uma região periférica da cidade, com infraestrutura limitada e escasso investimento planejado do poder público. As centralidades urbanas são cheias de rupturas e continuidades, diferenças e identificações. Neste sentido, encara-se Campo Grande como centralidade das periferias e periferia do município. Dito isto, percebe-se que a descrição da circulação viária merece uma contextualização mais profunda, de modo a rechaçar a aparente mobilidade.

A distância entre a área central e o bairro – cerca de 50 km – torna o local quase que outra cidade, já que municípios da região metropolitana apresentam a mesma distância ou menos do centro do Rio de Janeiro. Desta forma, no intuito de proporcionar mais conforto aos passageiros devido ao “longo caminho a percorrer” e aos engarrafamentos constantes, algumas linhas chegam a cobrar R$16,50 neste trajeto.



Já trajetos para a Taquara, Praça Seca e Freguesia (bairros da Zona Oeste) são oferecidos apenas pelo transporte alternativo, o que obriga o cidadão a utilizá-los mesmo considerando sua qualidade duvidosa e custos mais elevados que o transporte regular. Outra possibilidade são os trens, contudo, estes não comportam a grande quantidade de passageiros. Além disso, as condições de deslocamento são dificultadas pela pequena frota de ônibus, quando comparada a de outras regiões. É necessário ressaltar que, apesar de o bairro contar com este precário serviço de transporte, a circunvizinhança está munida de opções ainda piores, com exceção de Bangu.


Transporte alternativo em Campo Grande - Foto: Reprodução da internet
Devido à insuficiência do transporte regular, kombis e vans são utilizadas cada vez mais pela população, estas “opções alternativas” são controladas por organizações paramilitares muito perigosas (milícias), que vem sendo alvo de diversas denúncias e investigações pelo poder público. Esta dificuldade de mobilidade com frotas escassas e mal equipadas, somadas às grandes distâncias contribuem para a ampliação dos serviços de baixa qualidade e informalidade.


Terminal de Integração do Mato Alto - Foto: Roberto Moreyra


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Já chegando ao fim da Estrada Rio-São Paulo, entramos na Estrada do Rio do A em direção ao Viaduto prefeito Alim Pedro sobre o Ramal de Santa Cruz dos trens urbanos da SuperVia.


Continuamos na Estrada Rio do A paralela ao viaduto e chegamos à Rua Laudelino Vieira de Campos. Essa termina na Rua Campo Grande, via que margeia o Ramal de Santa Cruz desde o Viaduto de Inhoaíba até as proximidades do bairro Senador Vasconcelos.



Entramos na Rua Campo Grande e seguimos até a passarela de acesso ao Terminal Rodoviário de Campo Grande onde está localizado o ponto final da linha.



A linha tem seu ponto final atrás da linha 738P da Expresso Real Rio. Atrás dela param respectivamente as linhas 704P e 746P, ambas operadas pela Viação Ponte Coberta.

Enormes filas se formam na estreita calçada que é dividida com camelôs e agitadores do Transporte Alternativo Irregular, que ainda tem força no bairro e na região.



Dados Adicionais:

A linha teve origem na Viação ponte Coberta, atual operadora.


A linha 548P Nilópolis x Campo Grande chegou a ser operada pela Nilopolitana, durante o período de intervenção do Estado na década de 1980.



Fundada em 4 de dezembro de 1970, a Viação Ponte Coberta teve a sua primeira sede localizada no município de Itaguaí. Sua garagem era na Praça Castilho no parque Jacimar, atualmente município de Seropédica.




A Ponte Coberta opera atualmente nas linhas intermunicipais da Baixada Fluminense atendendo aos municípios de Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, Seropédica, Itaguaí, Mangaratiba e Rio de Janeiro.


Viação Ponte Coberta - Foto: Reprodução da Internet
A empresa operava com o prefixo 03XXX e atualmente com o registro DETRO-RJ 190XXX. Nesta mesma época, ainda não existia o “Grupo Ponte Coberta”, mas a administração da Ponte Coberta criou a Viação Aparecida, que na época operava as linhas: 
103I Nilópolis x Pavuna (via Portugal Pequeno)
433I Nilópolis x Pavuna (via Édem), hoje ambas pertencentes à Transportes Flores. A Viação Aparecida, não vingou e foi extinta alguns anos após.

Viação Aparecida

Divisão da área de operação


No fim dos anos 80 surge a Expresso Real Rio, criada pela Turismo Tranmil para arrematar o setor de Itaguaí da EVAL que vinha se desfazendo das linhas de transportes coletivos e focando no segmento de turismo e fretamento.


A Expresso Real Rio foi fundada em 13 de janeiro de 1987 pelo grupo acionário da Tursmo Transmil, que na mesma época já havia adquirido o setore de Queimados  da EVAL. A Expresso Real Rio foi adquirida pelo Grupo JAL em 1989, incorporando para si um grande setor de linhas da Viação Ponte Coberta, que na época também tinha a sua sede no distrito itaguaiense de Seropédica.


Expresso Real Rio
Com a aquisição da Expresso Real Rio pelo Grupo JAL em 1989, a Viação Ponte Coberta transfere para ela as linhas do setor Itaguaí, reduzindo em mais de 50% a sua área de atuação.

Aérea de atuação dividida entre Viação Ponte Coberta e Expresso Real Rio
737P Campo Grande x Campo Lindo via KM 32
738P Campo Grande x Ilha da Madeira via Piranema
739P Campo Grande x Seropédica via KM 32
740P Campo Grande x KM 34 via Rio-SP
741P Campo Grande x Praça Castilho via KM 32
744P Campo Grande x Ponte Coberta via KM 32
545P Campo Grande x Paracambi via KM 32
547P Campo Grande x Japeri via KM 32
436S Paracambi x Sepetiba
749P Belvedere x Santa Cruz via Av. Brasil
709P Cacaria x Vila Geni via Piranema
560P Cacaria x Itaguaí
MP71 Paracambi x Fontes (via Dutra)


Devido à sobreposição de linhas no eixo principal de operação (BR-465), muitas foram seccionadas e outras extintas, de acordo com a necessidade vista pela empresa através de acompanhamento de demanda de cada linha por trecho, sendo as mais longas encurtadas e as mais curtas extintas.



O então império de linhas da Viação Ponte Coberta limitou-se às linhas:

517I Nova Iguaçu X Praça Castilho
544P Nilópolis X Seropédica
547P Edson Passos X Sepetiba
548P Nilópolis X Campo Grande
704P Lagoinha X Campo Grande
705P Edson Passos X Bangu
742P Cabuçu X Campo Grande
743P Jardim Paraíso X Campo Grande
745P Nilópolis X Praça Castilho
746P Parque São Francisco de Paula x Campo Grande

* Atualmente a linha 547P faz o trajeto Sepetiba x Jardim Paraíso. Esse trajeto foi seccionado no início dos anos 90 com a entrada dos novos sócios.

Linha 547P Edson Passos x Sepetiba
* A linha 705P foi criada em 1992 pela Feital Transportes e Turismo. Em 2005 a Feital sofreu intervenção do DETRO-RJ e a Viação Ponte Coberta - que já estava operando em pool - recebeu a concessão da linha.

Feital Transportes e Turismo

No dia 9 de agosto de 2017, o DETRO-RJ publica a Portaria de nº 1337, intervindo na prestação de serviços da Viação Costeira. 


Com isso, a Viação Ponte Coberta recebeu a autorização para operar a partir do dia 12 daquele mês as linhas:


450T Nova Iguaçu x Itacuruçá via Avenida Brasil
452T Duque de Caxias x Muriqui via Nova Iguaçu
456T Duque de Caxias x Itacuruçá
456I Duque de Caxias x Km 32/BR-465

Com a aquisição dessas linhas, a Viação Ponte Coberta volta a operar em Itaguaí depois de quase três décadas de sua saída, após o repasse do setor para a Expresso Real Rio.




Grupo Transmil

Em 2000, com o início das crises financeiras das empresas de transporte coletivo no estado do Rio de Janeiro, uniram as empresas Glória, Transmil e Ponte Coberta, criando o Grupo Transmil. A Gardel Turismo, passou a fazer parte do Grupo Transmil, também tendo sua administração na garagem da Transmil, em Queimados.


Expresso Nossa Senhora da Glória
A primeira empresa do Grupo a ser fundada foi a Expresso Nossa Senhora da Glória, no dia 3 de fevereiro de 1964.


Expresso Nossa Senhora da Glória - Foto: Reprodução da internet
Sua primeira sede ficava localizada na Rua Doutor Thibal, 80 no Centro de Nova Iguaçu e, em 1970, foi transferida para a Estrada Abílio Augusto Távora, em Cabuçu.


Gardel Turismo


A Gardel Turismo foi fundada em 9 de agosto de 1973. Sua garagem sede está localizada no bairro Ponte Preta, Queimados. Enquanto integrava o Grupo Transmil, a empresa era administrada na garagem da Turismo Transmil.


Ciferal Padron Cidade II. Foto: Leonel Alves
Então o Grupo Transmil,passava a ser composto por quatro empresas: Turismo Transmil, Expresso Nossa Senhora da Glória, Viação Ponte Coberta e Gardel Turismo.



Grupo Ponte Coberta

Em 2003, a Turismo Transmil entra em crise financeira e deixa de fazer parte do grupo, fazendo que o mesmo entrasse em extinção no mesmo ano. Com a separação das empresas, foi criado o Grupo Ponte Coberta, com o objetivo de tornar uma união de empresas em uma só sede administrativa.





Referências Bibliográficas

CODERTE - Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Rio de Janeiro, Verminosos por Futebol, Notícias de Nova Iguaçu, A Noite, Memória Queimados, Busologia do RJ, Jornal de Hoje, Ônibus Mania, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Bacia da Baía de sepetiba, Escola Politécnica da UFRJ, Jornal dos Sports, Resgatando Memórias, Museu da Pessoa, UOL Dinheiro, Cia de Ônibus, Pedreira Vigné, Ônibus Brasil, Diário de Notícias.

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