Rotas Fluminenses: 103I Nilópolis x Shopping Grande Rio via Portugal Pequeno

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Dados da linha:
Linha 103I - Nilópolis x Shopping Grande Rio via Portugal Pequeno
Empresa: RJ 128 Empresa de Transportes Flores
Tipo: Urbana Intermunicipal



Seu ponto inicial está situado na Avenida Roberto Silveira em frente a Praça Paulo de Frontin ao lado da estação ferroviária de Nilópolis.



A linha sai do ponto inicial e segue no sentido Rio de Janeiro por essa via até o bairro de Olinda, no segundo distrito do município.


Olinda é um importante bairro de Nilópolis, possui característica atípica na sua relação com o Governo Municipal, sempre desfrutou o seu território de uma relativa independência sem comprometer as regras da unidade municipal. Quando Nilópolis conquista sua emancipação politico-administrativa em 1947, a sua divisão territorial ficou estabelecido que o novo município fosse composto de dois distritos: Nilópolis e Olinda.

Cancelas e passagem de Nível de Olinda
Esta divisão permitiu ao Distrito de Olinda possuir Cartório e outros equipamentos da vida citadina. Por força da Lei emancipatória de 1947 o 2º. Distrito possuía os seguintes limites:


Com o 1º. Distrito pelos eixos das ruas Corina Padrez e Manuel Reis,
Com o Distrito Federal pelo Campo de Instrução do Gericinó e pelo Rio Pavuna,
Com o município de São João de Meriti pela linha de transmissão da Cia de Carris, Luz e Força do Rio de Janeiro.

Rua Senador Salgado Filho, em Olinda (Calçãdão). Nos prédios que aparecem atualmente funcionam um sacolão e uma papelaria. No terreno ao lado mais tarde foi construído o Cinema São Jorge, hoje no local funciona uma igreja evangélica. Quanto aos caminhões antigos que aparecem, um deles até bem pouco tempo carregava a imagem de São Sebastião na procissão, ele esta guardado em Olinda
Foto: Reprodução da Internet

Quando a Lei Orgânica do Município de Nilópolis foi promulgada em 05 de abril de 1990, nove anos depois em 23 de dezembro foi criada a Lei Municipal 5935. Ela tratou da Lei dos Bairros e o 2º. Distrito ficou com a seguinte divisão:
Centro de Olinda;
Bairro da Mina (Nova Olinda);
Paiol;
Cabral;
Cabuis II;
Manoel Reis II

Rua Manoel Reis, em Olinda, recebendo terraplanagem, em 1957 - Foto: Reprodução da internet

Interessa-nos aqui o Bairro Centro de Olinda, que apresenta as suas conformações geográficas como bairro nos limites:
Ao sul com o Rio de janeiro pelo rio ou canal da Pavuna em Anchieta;
À leste pela Rua Sen Fernando Mendes até o rio Pavuna;
Ao norte pela rua Dr. Manoel Reis
À Oeste pela pracinha Paes Leme e sua respectiva rua até o rio Pavuna.


Historicamente as terras do 2º Distrito pertenceram a Fazenda do Cabral e em sua maior parte a Fazenda São Mateus.

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Após a estação ferroviária do bairro, percorremos a Rua Carlos de Souza Fernandes no Bairro da Mina e em poucos instantes, chegamos ao Paiol de Pólvora.

No Paiol margeamos o Rio Pavuna até a Rua Capitão Alfredo Antunes, onde percorremos até a ladeira até a Rua José Couto Guimarães. Agora na Rua Major Leite de Castro, seguimos até o fim, onde a via recebe o nome de Rua Manuel Pinto Ribeiro até alcançar a Rodovia RJ-081 Via Light, que faz limite entre os municípios de Nilópolis e São João de Meriti.

Assim, saímos do Paiol de Pólvora e estamos em Vila União no distrito de São Mateus, já em São João de Meriti.


Portugal Pequeno

Banhado pelo Rio Meriti, o bairro Vila União faz divisa com a cidade do Rio de Janeiro ao longo de seu vale, e com o município de Nilópolis pelas torres da Light, hoje via Light. Constituído de solo pantanoso, abrigou os últimos loteamentos de Meriti, então 4º. Distrito de Iguaçu. 


A vila União já teve seu nome modificado por diversas vezes, tendo sdo chamado de Índia, depois Portugal Pequeno, São Nicolau e finalmente Vila União.
O bairro que hoje abriga instalações públicas de saúde e educação, já teve características muito diferentes. Ainda na década de 1920, possuía iluminação de lampião abastecido de querosene e a água era captada de poços abertos pelo Sr. Jose Rosa, um sargento bombeiro que furava os poços de toda a região.


A Vila União não tinha comercio, a não ser algumas tendas, sendo a região comercial mais próxima na sede do distrito de São Mateus, que era o bairro de maior movimento, graças a linha férrea e a estação local, por volta de 1920 o trem circulava duas vezes por dia, um de manhã e outro à noite. Predominavam em Vila União as chácaras de verduras, muitas delas pertencentes às famílias portuguesas que eram muito numerosas. Colhia-se milho, batata-doce, tomate, e folhagens diversas que eram vendidas entre a vizinhança, e nas feiras de São Mateus e Pavuna. Havia também muito bambuzal, que era usado para fazer cerca. Não havia geladeira e o fogão era de lenha, que se apanhava nos matos da Pavuna, no chamado Caminho do Padre.


Quando se queria beber água fresca, enchia uma garrafa com o liquido, amarrava uma cordinha e colocava no fundo do poço ate o outro dia. A luz chegou aos anos cinquenta, quando os próprios moradores instalaram postes de madeira chamados de cabine, para suas casas mais distantes. Quando chovia, era difícil chegar ate São Mateus ou São João, tudo era lama e muita água empoçada. 

Nas épocas de grandes temporais, o leito do Rio Meriti não comportava suas águas e transbordava inundando todo o bairro que durava dias. Na década de 1920, ouve um tremendo temporal derrubando quatro torres da Light, matando muitos animais no pasto, inclusive alguns bois do Sr. Proença que criava gado. Essas terras faziam parte da fazenda de D. Anna Lima que sofreu o primeiro desmembramento, e os lotes foram vendidos em forma de chácaras. Hoje em Tomazinho existe uma rua com seu nome. Homenagem à memória daquela que foi pioneira na região.


Por volta de 1927/28 foram criadas a Associação Beneficente de Portugal Pequeno e o Grêmio Recreativo de São Matheus, o qual D. Elza de Abreu tinha sido pastora. O primeiro clube de futebol foi o Armando F. C., depois o Marcondes F.C., o Lusitano F. C. que se estabeleceu com uma sede e promovia festas. Em 1945 criou-se a União Progressista de São Matheus e em 1957 mudou-se o nome de Portugal Pequeno para Vila União por força da Lei Municipal. Os lusitanos chamavam o local de Índia, devido a grande quantidade de centros de umbanda e candomblé.
Como a família sobral tinha alguns filhos que trabalhavam na Light, conseguiram trazer a luz com redes de baixa e alta tensão com transformador em Tomazinho.


Havia uma feira de cavalos e animais de tração muito concorrida na Rua Marieta nos fins de semana, com corridas na mesma rua e também na Rua Marcondes Leite, atraindo muitos moradores.

Vista de Thomazinho com a tradicional porteira que dividia a antiga localidade, em 1932 - Foto: Reprodução da internet
O Bairro possuía três olarias: do Vasco; do AG na Rua Marieta de propriedade do Sr. Mario Medeiros e a do Noel (parente do Sr. Domingos Correa) na Rua Álvaro Proença.
Dois matadouros, sendo um do Sr. Albertino e o outro do Sr. Albino, que ficava no local onde hoje é o Colégio Hilton Gama.

Após a emancipação de São João de Meriti em 1947, foi criado um diretório político do PSD na casa do Sr. Silvestre.


Importantes personalidades moraram e atuaram em São Matheus, Tomazinho e Vila União:
Dr. Luiz da Hora;
Dr. Inocêncio;
Dr. Julio Campos;
Dr. Celso;
Sr. Raul;
Sr. Luiz Sobral (farmacêutico);
Sr. José de Carvalho;
Sr. Jorge Gonçalves;
Dr. Artur Sendas;
Dr.Julio de Abreu;
Sr. Sinésio de Souza;
Sr. Orlando de Souza;
Sr. Vitorino Macedo.

Foram os portugueses mais conhecidos na Vila União:
Sebastião Sobral e Maria Sobral;
Avelino Machado;
Sr. Jeremias;
Sr. José Maria;
D. Josefa;
D. Maria Gorda;
D. Conceição;
Sr. Carvalho;
Sr. João Freitas;
D. Ondina Freitas;
D. Gracinda Teixeira;
Rosa Teixeira;
Antonio Teixeira;
Joaquim Teixeira.

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O percurso pela Rua Álvaro Proença ocorre em uma área residencial e pouco movimentada do bairro Thomazinho em São João de Meriti. Após uma breve subida e descida em um morro, saímos na Avenida Presidente Tancredo Neves, na altura do antigo triângulo ferroviário do antigo Ramal Circular da Pavuna, que contava com três estações;

> São João de Meriti
> Engenheiro Belford
> São Mateus

Mapa do Ramal Circular da Pavuna
O antigo ramal circular da Pavuna ligava a estação de Costa Barros à estação de Thomasinho, ambas no eixo da linha Auxiliar original. O trecho desse antigo ramal entre a estação da Pavuna e de Thomasinho, ou seja, quase todo ele, foi suprimido em 1993, São Mateus foi o ponto final dos trens de subúrbio por muitos anos, enquanto os que seguiam de Dom Pedro II para Japeri corriam direto de Costa Barros, sem passar pelo ramal, até o final, tendo sido estes eliminados por volta de 1970.

A estação de São Mateus ainda com trens no início dos anos 1990 - Foto: José A. de Vasconcellos
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Seguimos em direção à passagem de nível da Estrada de Ferro Linha Auxiliar da altura da Rua Antônio Hermont e ao atravessar entramos na Rua Ana Brito da Silva até a Avenida Dr. Arruda Negreiros, local onde havia o cruzamento com o Ramal Circular em frente a estação São Mateus.


Vamos em direção ao Centro de São João de Meriti, onde passamos pelo bairro de engenheiro Belford, onde também havia uma estação da do ramal circular. Através da Avenida Getúlio de Moura, acessamos a Rua Manuel Francisco da Rosa, uma via paralela à Arrudas Negreiros. Agora já estamos no centro da cidade.

Pela Rua Roberto Bedran deixamos a cidade de São João de Meriti após a travessia da ponte sobre o Rio Pavuna, seguindo então pela Rua Honório Hermeto no bairro também chamado Pavuna, na cidade do Rio.


Vamos até a Praça Nossa Senhora das dores para fazer o contorno e ter acesso oo Viaduto da Pavuna sob o Ramal Belford Roxo e estação Pavuna da linha 2 do Metro.


Ao descer, passamos em frente ao local onde antes havia o Terminal Rodoviário da Pavuna e mais a frente da Avenida Sargento de Milícias, atravessamos mais uma vez o Rio Pavuna e voltamos à São João de Meriti.

Transportes Mosa na linha Bonsucesso x Pavuna, fotografado ao lado do Terminal da Pavuna, em agosto de 1989
O Terminal Rodoviário da Pavuna inaugurado em 1979 visava à integração ao Metrô e a Supervia, que somente duas décadas depois chegaram ao bairro para facilitar a vida dos moradores do bairro e de algumas cidades da Baixada Fluminense.


Terminal Rodoviário da Pavuna - Foto: Reprodução da internet

A falta de investimento e manutenção ao longo dos anos foi deixando o local péssimo, com ponto de drogas, sujeira, lixo e muito barro, principalmente quando chovia.

Ônibus acessando o Terminal Rodoviário da Pavuna - Foto: COL (Ônibus Legal)

Em 2012 o Terminal foi totalmente demolido, mas quando parecia ter, enfim, resolvido o problema, ele apenas mudou de endereço. Hoje a Rio Ônibus considera o Terminal ainda existente, mas somente a Rua Prof. Lindolfo Gomes (como sempre), assim como o Terminal do Terreirão no Recreio, Terminal da Joatinga na Barra da Tijuca e o Terminal de Curicica que são localizados no meio das ruas sem uma obra planejada de um digno terminal.


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Ainda na Avenida Sargento de Milícias, seguimos até a ponte sobre o Rio Pavuna e no retorno já chegando na outra ponte, entramos em direção à Rua São João Batista e no final dessa, atravessamos o Viaduto São João Caxias sob a BR-116 Rodovia Presidente Dutra.



Agora na Rua Maria Soares Sendas, alcançamos o Shopping Grande Rio e assim chegamos ao fim da viagem, parando na frente da linha 516I que também veio de Nilópolis.



Armazém aberto em 1924, em São João do Meriti, sob o nome fantasia: ARMAZÉM TRANSMONTANO - O proprietário era Sr. Manoel Sendas.

Armazém Trasmotano em São Mateus - Foto: Edson Ferreira Santos
Desde criança começou a trabalhar na agricultura em sua aldeia, na província de Trás-os-Montes. Em 1914, com quinze anos incompletos, emigrou na companhia de um tio, de nome Domingos, com quem veio trabalhar no Brasil. Nesse período, dormia nos fundos do armazém do tio, sobre os sacos, trabalhando de domingo a domingo. Dez anos mais tarde, em 1924, inaugurou o "Armazém Trasmontano", em São Mateus, distrito de São João do Meriti, na Baixada Fluminense, onde veio a fixar residência.


Casou-se com uma brasileira, Maria Soares Sendas, com quem veio a ter sete filhos. Em 1932, decidiu vender o negócio e retornar com a família à terra natal. Após uma curta permanência em Portugal, dada a falta de condições, voltou ao Brasil em 1935, para o antigo bairro, onde ainda possuía bons amigos, dentre eles a família do imigrante italiano Agostinho Francisco Paulucci, pai da primeira esposa de seu filho Arthur Sendas, Iolanda Paulucci.

Organizações Nelson que mais tarde veio à se chamar Casas Sendas .
Essa ai foi à 2° filial em São João do Meriti - Foto: Reprodução da internet

Nesse regresso fundou um novo estabelecimento denominado com o nome fantasia: a "Casa do Povo". Prosperando rapidamente, abriu filiais em São Mateus e no centro de São João de Meriti. Somente após a sua morte, em 1951, sucedeu-lhe no comando das empresas o seu terceiro filho, Arthur Sendas. A partir de então a pequena rede mudaria o nome e transformar-se-ia numa das maiores redes de supermercados do país, a Casas Sendas.


Em 1981, no local onde atualmente está o Shopping Grande Rio, teve início a construção do Shopping Sendas, ancorado por um atacado do grupo. Posteriormente, o empreendimento foi demolido, dando lugar ao Shopping Grande Rio.

Shopping Grande Rio - Foto: Tiroch Construtora
A empresa comandada por Arthur Sendas participou de um dos maiores negócios do setor de varejo em dezembro de 2003, quando o Pão de Açúcar anunciou a compra de quase metade do capital da Sendas, criando a Sendas Distribuidora. O nascimento da empresa foi oficializado em 6 de fevereiro de 2004, com Arthur como presidente do Conselho de Administração, mas a gestão do negócio desde então ficou a cargo do Pão de Açúcar.


Quando a Sendas Distribuidora foi oficializada, em 2004, já nascia como a quarta maior rede de supermercados do país, contendo 106 lojas e 16 mil funcionários. Pelo acordo de criação da Sendas Distribuidora, o Pão de Açúcar comprou 50% do capital da Sendas, cuja família ficou com iguais 50%.

Centro administrativo das Casas Sendas em São João de Meriti - Foto: Reprodução da internet
Na madrugada de 20 de outubro de 2008 o empresário Arthur Sendas, fundador da rede, foi assassinado dentro do próprio apartamento no Leblon com um tiro na cabeça. O empresário foi baleado em seu apartamento por um dos motoristas da família, pouco depois da meia-noite. O acusado Roberto Costa Júnior, de 28 anos, trabalhava havia dez anos para a empresa. Ele confessou ter matado o empresário, mas afirmando que o disparo foi acidental.


A marca Sendas foi sendo trocada gradativamente por Extra entre 2010 e 2011 pelo grupo Pão de Açúcar, que incorporou o negócio da família Sendas em 2004. Algumas lojas localizadas em bairros de classe A e B, como a do Leblon, foram transformadas em Pão de Açúcar. Já as maiores foram convertidas em Extra. A conversão incluiu ainda a CompreBem e a ABC CompreBem.


Curiosidades:

A Empresa de Transportes Flores teve sua origem no município de Nilópolis, sua garagem era na Rua João de Castro, no bairro Cabuís. Fundada em 1957, por Luiz de Andrade Flores e Mauro de Almeida Flores, começou sua operação fazendo a linha São João x Caxias via Matadouro, em novembro de 1959.


A sua atuação em Nilópolis, apesar de ter sido fundada no município, só foi possível após a aquisição de linhas operadas pela empresa Transportes Nossa Senhora Aparecida.


As atuais
103I Nilópolis x Shopping Grande Rio
104I Nilópolis x Pavuna
433I Nilópolis x Pavuna
passaram a ser operadas pela Flores no ano de 1990 e com isso a empresa que teve sua origem no bairro Cabuís voltou a se fazer presente em Nilópolis, atendendo aos bairros de Olinda, Nova Cidade, Paiol e Cabuís, além do Centro, de onde partem suas linhas.


Transportes Nossa Senhora Aparecida operando a linha 433I Nilópolis x Pavuna via Eden


Referências Bibliográficas


Eu amo Olinda, Cia de Ônibus, Meriti Online, Estações Ferroviárias, Bairro Grande Rio, Agências Postais, Jornal O Dia, Tiroch Construtora.


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